A defesa do ex-presidente da República Luiz Inácio #Lula da Silva afirmou, nesta terça-feira (20), por meio do advogado Cristiano Zanin Martins, que a real propriedade do apartamento de luxo tríplex, localizado na Praia de Astúrias, na cidade de Guarujá, litoral do Estado de São Paulo, é atribuído à empreiteira OAS, porém, atrelado a um fundo da Caixa Econômica Federal, acarretando que não pudesse ter sido repassado ou mesmo comercializado por meio de venda do imóvel.

Os defensores do ex-presidente Lula chegaram a convocar uma entrevista coletiva à imprensa para que apresentassem suas alegações que deverão ser encaminhadas diretamente ao juiz federal Sérgio Moro, responsável pela condução das investigações da Operação Lava Jato em primeira instância, a partir da 13ª Vara Criminal da Justiça Federal de Curitiba, no Estado do Paraná.

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Caixa Econômica 'rebate' defesa de Lula

A Caixa Econômica Federal rejeitou, de modo veemente, que fosse proprietária do apartamento de luxo tríplex do Guarujá. Em uma nota encaminhada à imprensa nesta terça-feira (20), o banco foi categórico ao relatar que "não é dono dos direitos econômicos, tampouco financeiros do apartamento tríplex, localizado no edifício Solaris, no Guarujá (SP)".

Ainda de acordo com as afirmações que vieram à tona, apresentadas pela Caixa Econômica Federal, "durante o ano de 2009, o FGTS adquiriu as chamadas 'debêntures’, que são títulos da dívida da OAS Empreendimentos, através de garantias relacionadas, entre outras, por meio da hipoteca do empreendimento edifício Solaris, o que, no entanto, não trouxe nenhum tipo de impedimento quanto à comercialização dos imóveis".

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A empreiteira OAS não quis comentar as alegações da defesa do ex-presidente Lula, mas a defesa do empresário Léo Pinheiro foi contundente, nesta terça-feira (20), na acusação de que o imóvel, de fato, pertence como real propriedade ao ex-mandatário do país. Ainda de acordo com a defesa do executivo, "o imóvel seria parte de uma propina destinada ao Partido dos Trabalhadores (PT), em obras atribuídas à Petrobras".

Já a defesa do ex-presidente Lula insiste na tese que ele não é e nunca foi dono do imóvel tríplex do Guarujá. Os procuradores federais sustentam que Lula é o dono do imóvel e que teria recebido a quantia de R$ 3,7 milhões, através de propinas, com base em três contratos fraudulentos entre OAS e Petrobras.

O Ministério Público Federal alega que a quantia teria sido repassada a Lula através da realização da reforma do apartamento de luxo e também pelo armazenamento dos bens do ex-presidente durante os anos de 2011 a 2016, quando ele ainda governava o país. As acusações que pesam sobre Lula o tornaram réu pela prática de crimes de lavagem de dinheiro e #Corrupção passiva.

Com base nas alegações da defesa de Lula e do Ministério Público Federal, o juiz Sérgio Moro irá se manifestar sobre a sentença ao caso, seja para absolvição ou condenação do ex-presidente da República. #Lava Jato