Com a aproximação cada vez maior do momento da sentença do juiz de primeira instância, Sérgio Moro, no caso do tríplex no Guarujá em que o ex-presidente é réu, a expectativa cresce. Confira os 6 principais pontos da defesa de Lula

Falta de provas

A defesa do ex-presidente Lula garante que não foi apresentada nenhum prova para comprovar os crimes as quais o petista é acusado. Um dos argumentos é que o Ministério Público Federal não conseguiu nem determinar o período dos crimes apontados. Os advogados de Lula afirmam que com essa falha da acusação, fica impossível apresentar possíveis álibis.

A defesa de Lula também usa a palavra do MPF de que seria difícil provar os crimes, pois eles faziam parte de um esquema profissional.

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Segundo os advogados, esse argumento pode ser comparado ao do nazista alemão, Adolf Hitler. E completam dizendo que o julgamento é político.

Perseguido

Um dos principais argumentos da defesa é o de que o ex-presidente Lula é perseguido pela Lava Jato, principalmente por alguns procuradores e pelo juiz Sérgio Moro. Os advogados afirmam que Lula foi o responsável por diversas medidas que davam mais liberdade aos órgãos de investigação, então não faria sentido ele participar ou saber de um esquema de corrupção.

A defesa também argumenta que o Ministério Público Federal tem interesses por trás das acusações contra Lula. Usam como argumento até o filme da Lava Jato que está em desenvolvimento.

Diretos não foram respeitados

Os advogados de defesa de Lula afirmam que o ex-presidente teve seus direitos violados por 16 vezes desde fevereiro de 2016.

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As violações apontadas pela defesa vão de quebra do sigilo sem motivo, hostilidade com os advogados de defesa, proibição da defesa de gravar depoimento e a famosa coletiva de imprensa por parte dos procuradores dos Lava Jato e seus power points.

Tentativa de criminalizar

A defesa de Lula afirma que o juiz de primeira instância, Sérgio Moro, e os procuradores da Lava Jato trabalharam em consonância para incriminar Lula. O argumento utilizado pelos advogados se baseia justamente no que eles apontam como "violações " e perseguição". Moro é acusado pela defesa de Lula de agir por diversas vezes como "auxiliar de acusação". O juiz de primeira instância também é acusado de por diversas vezes ter feito juízo indevido de certeza, mesmo antes dos depoimentos e aferição de provas.

Conduta de Moro

Os embates entre a defesa de Lula e o juiz de primeira instância se tornaram clássicos desse julgamento. Por diversas vezes, ações contra Moro já foram apresentadas na tentativa de tirar o juiz do caso envolvendo o ex-presidente.

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A defesa afirma que Moro não está apto a julgar Lula e que nutre um "inimizade" com o réu.

Outro argumento utilizado pelos defensores é que Moro se utilizou de uma "espetacularização" para ganhar espaço na mídia. Outro momento apontado como imparcialidade do mesmo juiz foi a liberação do grampo telefônico entre Lula e a presidente Dilma Rousseff, mesmo após a Justiça já ter determinado o seu encerramento. Por fim, a defesa ainda afirma que Moro tem uma postura autoritária e cerceadora.

Léo Pinheiro

A defesa também afirma que o ex-presidente da empreiteira OAS, Léo Pinheiro, mentiu ao afirmar que Lula é o dono do famoso apartamento tríplex no Guarujá. Os defensores sustentam o argumento que o imóvel está vinculado a um fundo da Caixa Econômica Federal, o que impediria que ele tivesse sido dado ao ex-presidente como forma de "presente" pela OAS.

Outro argumento é o de que a reforma do apartamento foi contabilizada no "custos gerais da obras". Dessa maneira, a defesa questiona que tipo de propina seria essa que é contabilizada e de onde sairia a origem do recurso ilícito. #Dentro da política