A delação premiada do ex-deputado #Pedro Corrêa foi realizada nesta segunda-feira (5) pela manhã, através de videoconferência, dando continuidade à Operação #Lava Jato.

Pedro Corrêa já tinha sido anteriormente cassado pelo mensalão e condenado pela Lava Jato. Depondo desta vez como testemunha de acusação por corrupção e lavagem de dinheiro por parte do petista e ex-presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, Pedro mostrou ao juiz Sérgio Moro, através de videoconfêrencia, algumas fotografias de encontros em que aparecem presentes o ex-deputado e Lula, na época em que o petista era presidente da República. E disse que não era um desconhecido de Lula, como o ex-presidente havia afirmado em seu depoimento referente ao triplex no Condomínio Solaris, no Guarujá.

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O ex-deputado pediu ainda para que o juiz Sérgio Moro anexasse as fotografias ao processo para que ficasse comprovada a relação entre os dois e afirmou várias vezes: "Eu não era um desconhecido do ex-presidente Lula". Apontou nas fotos reuniões e despachos e citou alguns integrantes como: ele próprio, Zé Dirceu, Aldo Rebelo, Roberto Jefferson, Lula, Palocci, Roberto Freire e Waldemar Costa Neto.

O ex-deputado disse que sua presença no Palácio do Planalto era frequente para participar de reuniões, no mínimo duas vezes por mês.

Para a promotora do Ministério Público Federal, Dra. Cristina Vieira, o ex-deputado confirmou que havia propinas em pagamentos de contratos das refinarias para o Partido Progressista. As empresas envolvidas são a Refinaria Presidente Getúlio Vargas (Repar) e da Refinaria Abreu e Lima (RNEST).

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As propinas pagas pela empresa Odebrecht, supostamente lideradas por Lula, teriam valores aproximados de R$ 75 milhões e incluíram um terreno de R$ 12,5 milhões, destinado a sediar o Instituto Lula e cobertura vizinha à residência de Lula em São Bernardo do Campo, de R$ 504 mil para a compra do imóvel.

Pedro negou qualquer tipo de contato com Marcelo Odebrecht, ex-presidente do Grupo Odebrecht, e declarou que tinham como obrigação não se envolver em quaisquer reuniões com os empresários. Apenas o ex-deputado federal José Janene realizava esses encontros. "E quando ele adoeceu, passou a ser Alberto Yousseff", afirmou Pedro Corrêa.

Ele também confirmou que Paulo Roberto Costa, ex-diretor de Abastecimento da Petrobras, teria arrecadado propinas junto às empreiteiras vigentes na estatal para o Partido Progressista. "No princípio, 2005 e 2006, tinha poucas obras. Depois, os contratos foram maiores", declarou o ex-deputado.

O depoimento do ex-deputado durou cerca de trinta minutos e foi acompanhado por Cristiano Zanin Martins, advogado de defesa do ex-presidente Lula.

Veja a videoconferência do depoimento abaixo:

#Sergio Moro