O coordenador-geral da força-tarefa de investigação da Operação Lava Jato, procurador da República Deltan Dallagnol, foi enfático em criticar a decisão majoritária dos ministros do Tribunal Superior Eleitoral (#TSE), em relação a inocentar de uma possível cassação, a chapa presidencial de 2014 que envolvia a ex-presidente da República, Dilma Rousseff e o atual mandatário do país e então vice à época, #Michel Temer.

A repercussão a respeito da absolvição da chapa foi muito grande entre os integrantes da força-tarefa da maior operação de combate à corrupção da história contemporânea do país, com sede em Curitiba, no estado do Paraná.

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O presidente Michel Temer se "livrou" da perda de seu mandato como presidente do país, cuja acusação se baseava em abuso de poder econômico para que se garantisse a reeleição da chapa 'Dilma-Temer" na última eleição presidencial.

Provas substanciais ignoradas

De acordo com o procurador da República e integrante e coordenador-geral da força-tarefa da #Lava Jato em Curitiba, Deltan Dallagnol, "a maioria dos ministros do TSE preferiu ignorar as provas com referência às ilegalidades da chapa Dilma-Temer". O procurador foi ainda mais longe nas críticas dirigidas aos juízes da mais alta Corte eleitoral, ao afirmar que "o que nos deparamos, é que muitas vezes, a cúpula de poderes acaba se guiando por interesses, já que alguns ministros do TSE fecharam os olhos para as evidências que estavam diante deles, em se tratando de fraudes que acabaram sendo judicializadas.

"Entretanto, depois vieram provas mais consistentes, porém, decidiram fechar os olhos para todas as provas que chegaram, oque acabou passando um péssimo sinal para o futuro da Justiça Eleitoral no Brasil", afirmou, de modo categórico, o procurador Dallagnol.

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O procurador também aproveitou para "alfinetar" a decisão de membros da Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) em relação à concessão de liberdade ao ex-ministro petista da Casa Civil durante o governo Lula, José Dirceu, que encontrava-se preso e condenado no âmbito da Operação Lava Jato.

Entretanto, José Dirceu foi posto em liberdade, a partir de decisão da maioria dos votos dos ministros do Supremo Tribunal Federal que julgaram o caso: Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski e Antônio Dias Toffoli. Os votos vencidos foram do ministro-relator da Operação Lava Jato no Supremo, Luiz Edson Fachin e do decano Celso de Mello.