Nesta sexta-feira (09), durante julgamento da cassação da chapa "Dilma-Temer" no plenário do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), uma situação inusitada ocorreu no Tribunal. O filho de um dos ministros da mais alta Corte eleitoral do país tentou a todo custo entrar no plenário de julgamento. Trata-se de filho do ministro Napoleão Nunes Maia. O ministro é um dos sete juízes integrantes do #TSE com a missão de julgar eleitoralmente a ex-presidente da República Dilma Rousseff e o presidente da República, #Michel Temer. Se condenados, Dilma pode se tornar inelegível e Temer ter seu mandato cassado.

Envelope para o ministro Napoleão

De acordo com relatos, o filho do ministro teria passado correndo em direção ao detector de metais, quando foi contido pelos seguranças da Corte.

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A situação "estranha" prosseguiu na porta do plenário. O intruso demonstrava grande "nervosismo" e carregava um envelope amarelo, diante de uma barreira de agentes que tentaram contê-lo. Entretanto, a assessoria do Tribunal Superior Eleitoral confirmou que se tratava do filho do ministro Napoleão Nunes Maia.

Um aspecto intrigante é que o suposto filho do ministro Napoleão estava vestido com roupas esportivas. Um do seguranças do TSE tentou acalmá-lo, diante da situação "constrangedora". A partir do momento em que o homem insistia em adentrar no plenário do julgamento, o segurança ameaçou dar voz de prisão. O filho do ministro retrucou: "Então, dê", afirmou o homem, que começou a mexer em seu celular. Ao se aproximarem cinegrafistas e fotógrafos para registrarem o momento, o intruso foi encaminhado por seguranças à saída de emergência do subsolo do prédio da Justiça Eleitoral.

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O ministro Napoleão foi avisado do acontecimento, chegou a deixar o plenário por um instante e se dirigiu até a porta do plenário. Não foi possível constatar se ambos chegaram a conversar, porém ,verificou-se que o envelope não foi entregue ao ministro. Durante a sessão da manhã desta sexta-feira (09), o ministro Napoleão demonstrou um semblante muito "fechado". Dois dos ministros da Corte, o presidente do Tribunal Superior Eleitoral, Gilmar Mendes e o ministro Luiz Fux, foram até a cadeira do ministro Napoleão para prestar-lhe algum apoio. Segundo reportagem do jornal "Valor Econômico", o ministro Napoleão teria sido citado em conversas pré-delação premiada de empreiteiros da construtora OAS. Quanto à situação enfrentada na data de hoje, o TSE informou que o filho do ministro Napoleão não pôde entrar no plenário, por não estar usando paletó e gravata. #Eleições