Nesta última quinta-feira (15), o presidente da #Câmara dos Deputados, #Rodrigo Maia (DEM-RJ), afirmou que poderia cancelar as férias do Plenário marcadas para o mês de julho. O motivo seria uma denúncia feita pela Procuradoria Geral da República (PGR) contra o presidente da República, Michel Temer.

A denúncia avalia uma conversa que houve entre #Michel Temer e o executivo, dono da empresa JBS, Joesley Batista. O Procurador Geral da República, Rodrigo Janot, evidencia crimes de corrupção passiva, organização criminosa e obstrução de Justiça ao presidente. Para que as investigações tenham andamento, é necessário a aprovação de dois terços de representantes do Plenário.

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As férias estão marcadas a partir do dia 18 de julho e vão até o dia 31 de julho, para que o recesso seja cancelado é necessário fazer um requerimento que seja aprovado por pelo menos 257 deputados e 42 senadores. Há a possibilidade de haver um acordo em conjunto entre os presidentes da Câmara e do Senado Federal para isso acontecer.

Rodrigo Maia

O presidente da Câmara se pronunciou dizendo que enquanto esse processo contra Temer estiver em pauta deverá ter prioridade no Plenário da Câmara. Só após repassarem essa investigação a limpo é que poderão dar continuidade de modo tranquilo para as outras atividades.

Quem também concorda com o cancelamento do recesso parlamentar é o líder do partido Democratas, Efraim Filho. Ele disse que concorda com essa decisão, mas que é difícil comentar sobre as hipóteses.

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Filho diz que os parlamentares não sabem a data que será entregue a denúncia, nem quais elementos constarão e que tipos de provas. O líder do DEM avalia que a sociedade quer respostas o mais rápido possível e que esse seria o papel da Câmara dos Deputados.

Michel Temer

O presidente Michel Temer acabou se encrencando com a Justiça após um áudio de uma conversa com Joesley Batista. Temer teria indicado Rodrigo Rocha Loures para resolver questões relacionadas com a empresa J&F. Rocha Loures foi preso pela Polícia Federal após a flagrarem ele saindo de uma pizzaria apressado, segurando uma mala com R$ 500 mil de propina.

Há acusações afirmando que Michel Temer "comprou" o silêncio do deputado cassado Eduardo Cunha (PMDB-RJ), no momento Cunha se encontra preso na carceragem da Polícia Federal, em Curitiba, Paraná. O operador Lúcio Funaro também estaria recebendo uma "mesada" de Temer para ficar calado na cadeia.

O presidente afirmou que não compactua com essas informações e negou ter se envolvido em atos ilícitos.