Os "embates" entre a defesa do ex-presidente da República Luiz Inácio #Lula da Silva e o juiz federal Sérgio Moro alcançaram a segunda instância de julgamento dos processos inerentes à Operação Lava Jato, da Polícia Federal. A condução das operações de investigação da força-tarefa da #Lava Jato está sob jurisdição em primeira instância do magistrado paranaense.

Sérgio Moro é o responsável pela décima terceira Vara Criminal da Justiça Federal de Curitiba, no estado do Paraná e suas decisões são referendadas ou não pelo Tribunal de segunda instância, o TRF4 (Tribunal Regional Federal da Quarta Região), com sede em Porto Alegre, no Rio Grande do Sul.

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'Troca de farpas' entre Moro e defesa de Lula

Com os recentes "embates" e troca de farpas entre a defesa do ex-presidente Lula e o juiz Sérgio Moro, um dos processos movidos pela defesa do ex-mandatário teria questionado junto ao Tribunal Regional da quarta Região, em relação a um pedido de habeas corpus em se tratando de uma suspensão do depoimento ao juiz Sérgio Moro ,cerca de meia hora antes da audiência, com referência às oitivas com os empreiteiros da Odebrecht, Emílio Odebrecht e Alexandrino de Alencar.

A defesa argumentou ainda que a Justiça Federal do Paraná teria "espionado" o escritório de advocacia que defende Lula. Naquela ocasião, o juiz Sérgio Moro havia negado a solicitação do defensor de Lula para a suspensão da audiência, Cristiano Zanin Martins. O caso chegou à segunda instância, cuja avaliação foi realizada pelo desembargador João Pedro Gebran Neto.

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Entretanto, após a análise do caso e do recurso impetrado pela defesa do ex-presidente da República, o desembargador concordou com a decisão anterior que havia sido proferida pelo juiz Sérgio Moro, não acatando o pedido da defesa de Lula. Embora, os depoimentos tivessem sido prestados novamente, o desembargador Gebran Neto entendeu que não houve qualquer tipo de "espionagem" por parte de ação do juiz Sérgio Moro contra o escritório de defesa de Lula. O advogado de Lula havia reclamado que qualquer eventual acesso feito anteriormente, por não ter sido feito pelo pessoalmente pelo advogado de defesa, não teria tido valor legal de intimação, em alusão à avaliação solicitada pela defesa a respeito da condução do processo contra Lula, pelo juiz Sérgio Moro.

Em seu despacho, o desembargador João Pedro Gebran Neto, foi contundente ao considerar que o sistema eletrônico é apto a realizar a confecção automática de relatórios em se tratando de acessos e leitura de documentos de todos os usuários. O magistrado foi ainda mais longe ao afirmar que seria algo de caráter essencial para a segurança dos usuários e do sistema. Ao finalizar, Gebran Neto argumentou que ao mencionar "espionagem", a defesa de Lula, como deseja repercutir a respeito da utilização de mecanismos de controle próprios de uma plataforma eletrônica processual, soaria como algo desarrazoado, em clara rejeição ao recurso apresentado pela defesa do ex-presidente. #SérgioMoro