Dois nomes que figuram entre os personagens principais da Operação #Lava Jato fizeram declarações contundentes e confessaram que o ex-presidente Luiz Inácio #Lula da Silva os procurou para que eles destruíssem provas que pudessem incriminar os petistas. Estamos falando do ex-diretor da Petrobras, Renato Duque, e do ex-presidente da construtora OAS, Léo Pinheiro. O primeiro a confirmar que Lula exigiu que ele destruísse provas foi Léo Pinheiro. De acordo com o depoimento do ex-presidente da OAS ao juiz Sérgio Moro, Lula perguntou se ele tinha documentos que provassem o acerto de propina para o ex-tesoureiro do PT, João Vaccari Neto. Lula exigiu que ele destruísse tudo para que não ficasse nada de provas.

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Isso tudo aconteceu no momento em que a Operação Lava Jato começava a avançar contra os corruptos.

O ex-diretor da Petrobras, Renato Duque, também deu ao juiz informações preciosas sobre o esquema criminoso de Lula que tinha o intuito de obstruir a Justiça. Duque falou de três encontros com Lula, que ele comprova através de fotos. Um dos encontros foi em 2014, no aeroporto de Congonhas. Nesse encontro Lula perguntou se ele tinha aberto alguma conta na Suíça para receber propina. Em seguida, o petista disse para ele fechar urgente qualquer conta que tenha aberto.

E a prisão de Lula?

O ex-presidente Lula tem se utilizado de vários artifícios para evitar a sua condenação. Seus advogados armam estratégias para tentar desestabilizar o juiz Sérgio Moro e entram com vários habeas corpus para protegerem seu cliente contra as ações do juiz.

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Um dos últimos fatos que causou intriga entre Moro e o advogado Cristiano Zanin, foi quando Zanin pediu para o Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF-4) a suspensão dos depoimentos de Emílio Odebrecht e de Alexandrino Alencar. O motivo, segundo o advogado, é que ele não teve tempo de analisar os vídeos que foram incluídos no depoimento. Porém, Moro "desmascarou" Zanin e provou ao TRF que o advogado mentiu, pois através do sistema eletrônico da Justiça Federal se verificou que Zanin acessou os dados do processo.

Lula ainda continua solto, mas o cerco se fecha a cada nova delação, a cada nova descoberta da Justiça.

Propina

Lula é acusado de ter recebido R$ 40 milhões de propina da Odebrecht e também foi alvo da delação do empresário Joesley Batista, dono da JBS.

Outro crime que envolve o ex-presidente é o beneficiamento de R$ 51 milhões da criação da Sete Brasil, em 2010.

Em junho, provavelmente, Sérgio Moro dará a sentença final do processo do ex-presidente sobre o recebimento de propina da OAS para a reforma do triplex, na cidade de Guarujá. O Ministério Público Federal fala que o triplex é de Lula, mas o ex-presidente nega. #Corrupção