O prefeito de São Paulo, João Doria, resolveu, na manhã deste sábado (10), se manifestar sobre o julgamento realizado nesta sexta-feira (9) que resultou na absolvição da chapa presidencial vencedora das eleições gerais em 2014, Dilma-Temer. O julgamento concluído na sexta-feira e iniciado na última quarta, decidiu pela a não cassação da chapa, pelo resultado de 4 a 3 entre os 7 ministros julgadores da questão, no Tribunal Superior Eleitoral (#TSE).

O julgamento, finalizado nesta sexta-feira, enfrentou momentos de tensão entre os magistrados. O voto de minerva foi dado pelo presidente do TSE, Gilmar Mendes, que também é ministro do Supremo Tribunal Federal (STF).

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Manifestação de João Doria

Na manha deste sábado, João Doria se expressou sobre o caso da absolvição da chapa presidencial Dilma-Temer. O prefeito da maior cidade do país e considerado um dos prováveis nomes para a próxima disputa eleitoral para a Presidência da República, pelo PSDB, participava de uma operação do programa municipal "Cidade Linda".

O programa desenvolvido pela Prefeitura de São Paulo, é considerado uma das vitrines do governo municipal e estava sendo implementado na Avenida Bandeirantes. Doria foi contundente ao afirmar que a decisão do TSE se refere a um "julgamento que tem que ser respeitado, pois, trata-se de uma decisão judicial, que as pessoas têm que obedecer".

O prefeito foi ainda mais longe ao concluir que uma decisão judicial "não se contesta, não se interpreta".

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O prefeito de São Paulo afirmou de modo enfático que toda decisão de caráter judicial, sobretudo quando ocorre em instâncias superiores, deve ser acatada, já que as pessoas têm que obedecer, independentemente de concordarem ou não com a decisão proferida.

O prefeito se referia ao caso do TSE, que evitou a cassação do mandato do presidente da República, #Michel Temer. O mandatário do país, após se livrar da cassação de mandato, deverá enfrentar problemas referentes à provável denúncia que será proferida pela Procuradoria-Geral da República ao Supremo Tribunal Federal.

Temer pretende adotar uma "ofensiva" dirigida ao ministro relator da Operação Lava Jato no STF, Luiz Edson Fachin, e também tentar barrar a denúncia no Congresso a ser feita pelo procurador-geral da República, Rodrigo Janot. Para que se viabilize o objetivo do Palácio do Planalto, o presidente busca o apoio expresso do Congresso Nacional. #João Dória