Ex-deputado e presidente da Câmara, cassado e preso a partir das investigações da Operação Lava-Jato, Eduardo #cunha fez duras críticas ao empresário #Joesley Batista, dono da JBS. Em uma carta escrita à mão, feita de dentro do Complexo Médico-Penal de Pinhais, em Curitiba, Cunha ataca Batista, revela reunião com Lula e chama o empresário de "perigoso marginal".

Inicialmente, Cunha desmente uma versão de Joesley, que, em entrevista à Época, indicou ter tido apenas dois encontros com Lula, sendo um em 2006 e outro em 2013. Na carta, o ex-deputado revela que ele, Lula e Joesley se encontraram em março de 2016, antes do impeachment de Dilma Rousseff.

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"Ele esqueceu de dizer que preparou um encontro que durou horas, na sua residência, bem no sábado de aleluia, comigo e com Lula, para debater o processo de impeachment. Pelo que pude constatar, notei que ambos tinham uma relação de encontros constantes", escreveu.

Em seguida, Cunha mantém o tom de ataque na carta e diz que lamenta ter colocado sua própria família em contato com Joesley.

"Eu lamento ter colocado minha família em contato com esse perigoso marginal, na minha residência e na dele, já que hoje está claro que ele mente para ter benefícios em seus crimes, ficando livre da cadeia e com leniência fiada", destacou.

Cunha ainda menciona o alto padrão de vida que Joesley Batista mantém, com mansão nos Estados Unidos, jatos, iate, entre outros. O ex-presidente da Câmara também condena o governo #Temer por proporcionar medidas que beneficiem o empresário