Gilda Vieira, ex-governanta do ex-governador do Rio de Janeiro Sérgio Cabral e de sua esposa Adriana Ancelmo, teve uma movimentação suspeita que motivou a Polícia Federal (PF) a realizar uma operação, na última sexta-feira (23). Imagens mostram Gilda indo até uma joalheria levando peças para serem avaliadas.

Conforme informações da PF, a ex-governanta foi até a loja de Antonio Bernardo no último dia 18 levar uma pulseira e um par de brincos que pertencem a Adriana. No dia seguinte, a PF recebeu uma denúncia anônima e foi à loja. No estabelecimento, Antonio Bernardo confirmou a ida de Gilda para levar até ele joias para avaliação.

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Gilda foi intimada a prestar depoimento sobre o caso.

Para complicar sua situação e da família Cabral, em seu depoimento, a ex-governanta caiu em contradições. No início, ela havia informado aos investigadores que as joias seriam como pagamentos de salários atrasados. Depois, revelou que tinha se apoderado dos objetos com medo de não receber os atrasados que Sérgio Cabral estava lhe devendo.

Ela disse que tinha a intenção de vender as joias, mas resolveu entregá-las à Justiça. A Polícia desconfiou e resolveu fazer uma grande operação na busca por mais objetos de valor do casal Cabral que poderiam estar sendo escondidos e que vieram de propinas.

Irmã de Adriana

Gilda Vieira acabou entregando uma informação preciosa para os investigadores. Ela disse que a irmã de Adriana Ancelmo, Nusia Ancelmo Mansur, estaria guardando as joias de Adriana em sua casa e que faria isso até que a poeira baixasse.

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Os agentes foram até a casa de Nusia e encontraram 15 joias que estão sendo periciadas pela PF para saber se fazem parte da lista das peças desaparecidas. De acordo com o Ministério Público Federal (MPF), o ex-governador do #Rio de Janeiro e sua esposa teriam lavado R$ 11 milhões ao comprarem 189 joias. Até agora, foram encontradas 40 dessas peças.

Leilão

O juiz Marcelo Bretas decidiu autorizar o leilão de bens da família Cabral. Serão oferecidos vários itens, como: a casa de veraneio do casal, em Mangaratiba, as joias apreendidas, automóveis e embarcações. Os bens foram avaliados em R$ 14,5 milhões.

A mansão do ex-governador, que fica em Mangaratiba, é praticamente a metade desse valor. O valor chegou a ser quarenta vezes o declarado por Cabral em seu imposto de renda.

Entre os bens, há também um anel de ouro branco com rubi, comprado, na época, por R$ 158 mil. #Sergio Cabral #Corrupção