Um dos mais renomados e tradicionais juristas da atualidade no país, Miguel Reale Júnior, foi contundente em suas críticas e manifestações durante entrevista concedida à imprensa, em relação ao papel desempenhado pelo #PSDB (Partido da Social Democracia Brasileira), diante da "grave" crise política que assola o Brasil ao atingir em "cheio" o governo do presidente da República #Michel Temer.

O jurista Miguel Reale foi um dos principais autores do processo de impeachment que afastou definitivamente a ex-presidente Dilma Rousseff, do cargo de presidente do país. O jurista e a advogada Janaína Paschoal tiveram papel preponderante durante as longas sessões das comissões do Congresso Nacional, durante o período em que se julgava o impedimento de Dilma no Legislativo.

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Críticas ao ex-presidente Fernando Henrique

O professor e jurista Miguel Reale Júnior foi ministro durante o governo do ex-presidente Fernanho Henrique Cardoso. Entretanto, insatisfeito com a decisão tomada pela cúpula partidária do PSDB em continuar apoiando o governo de Michel Temer, o jurista decidiu se desfiliar do partido pelo qual ele era considerado um tucano histórico.

Após ter conhecimento que a sigla continuaria na base de manutenção de apoio do governo Temer, Miguel Reale encaminhou uma carta ao diretório paulista da sigla, com uma solicitação de desfiliação, na última segunda-feira (12). Ele garantiu que estaria agindo com "incoerência" se continuasse no partido, já que, segundo o jurista, a sigla preferiu estar com Temer, ao invés de escolher estar com seus eleitores, em alusão ao PSDB ser considerado um partido de classe média, cuja parcela da população é considerada uma das que mais sofre com a crise no país.

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Em uma crítica incisiva dirigida ao ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, Miguel Reale disse que o ex-mandatário "perdeu o timing", em relação à saída do partido da base de sustentação do governo, assim como ocorreu com o próprio PSDB. Já ao ser questionado se com uma eventual saída do partido da base do governo Temer, inviabilizaria a aprovação das reformas trabalhista e previdenciária, o jurista foi enfático ao afirmar que o PSDB poderia ter deixado o apoio ao governo Temer, porém, apoiar aprovação das reformas estruturais ao país.

Ao ser indagado sobre o que pensa ao se comparar a corrupção petista com a do PMDB, Miguel Reale concluiu que trata-se de algo diferenciado. Segundo ele, a corrupção do PMDB se caracteriza como 'privatista' quando um grupo roupa para si. Porém, a corrupção petista, do período do lulopetismo, agia de modo que aparelhava todo o estado, formando uma corrupção sistêmica. #Crise no Brasil