O ex-presidente da Câmara dos Deputados, #Eduardo Cunha, estaria vivendo um verdadeiro terror dentro da prisão, de acordo com a família. Os relatos dos familiares dão conta de que ele está num abatimento sem precedentes, chegando ao limite do psicológico dentro da cadeia.

A família do ex-deputado relatou esses detalhes para figuras importantes de Brasília, segundo informações que já circulam além dos corredores de Brasília. Mesmo muita gente não acreditando, Eduardo Cunha pode fazer sua #Delação antes de setembro e surpreender o governo de Michel #Temer, pois ainda não se sabe se a delação de Cunha pode atingir o peemedebista.

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A informação que se tem é que ele estava aguardando chegar ao fim o tempo de comando do procurador-geral da República, Rodrigo Janot, mas a sua agonia dentro da prisão pode fazer ele mudar os planos.

Nesta terça-feira (13), Cunha pediu ao Supremo Tribunal Federal (STF) acesso às gravações que envolvem o presidente Michel Temer antes do seu depoimento à Polícia Federal (PF). O ofício foi encaminhado para o ministro Edson Fachin, que é o responsável pelo inquérito.

O encontro de Cunha com a PF está marcado para esta quarta (14) e o ex-deputado quer se precaver de todas as perguntas dos investigadores. Por isso, que para ele, é de grande importância dominar o assunto que está contido nas gravações.

Delações

Em março, deste ano, Temer foi flagrado em uma gravação com o empresário dono da JBS, Joesley Batista.

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No áudio, a conversa fornece uma impressão de que Temer dá aval para o empresário tentar 'comprar o silêncio' de Cunha para que ele não faça a sua delação premiada. Isso tudo é negado pelo presidente, que ressaltou não ter medo de nenhuma delação.

Fachin deu o prazo de cinco dias para a Polícia Federal concluir o inquérito contra Temer. Caso a PF veja consistência nos fatos, a Procuradoria-Geral da República ficará encarregada de abrir uma denúncia ou arquivar o processo contra o presidente Michel Temer.

Alerta no Planalto

O Palácio do Planalto já demonstrou preocupação com o depoimento de Cunha à PF. Na visão do governo, a atitude do ex-deputado de pedir para ouvir os áudios, antes do depoimento, pode ser uma sinalização de que ele pretende constranger o presidente. No ano passado, já houve uma tentativa de Cunha complicar Temer com 41 perguntas de sua defesa destinadas ao peemedebista. Na época, o juiz Sérgio Moro barrou metade das perguntas dizendo que não eram apropriadas para aquele momento, devido Temer ter foro privilegiado.

Cunha pode estar querendo enviar um recado a Temer mostrando o seu poder de "detonar" o governo.

Uma das perguntas que foram barradas por Moro é sobre um encontro de executivos da Odebrecht no escritório do presidente, em São Paulo.