Uma manifestação que foi assinada pelo procurador da força tarefa das Operações da #Lava Jato, Januario Paludo, e levada até o juiz federal Sérgio Moro, compromete a filha e a enteada do ex-ministro petista, Antônio #Palocci. O procurador afirma que durante as investigações da Lava Jato foi identificado que a enteada Marina Watanabe e a filha, Carolina Palocci, foram beneficiadas com imóveis através de dinheiro ilícito.

Os imóveis citados pelo procurador foram destinados às mulheres perante possível crime de lavagem de dinheiro, os bens são de elevado valor. Entre os anos de 2014 e 2015, Antonio Palocci teria destinado a quantia de quase R$ 3 milhões para sua filha Carolina, e mais R$ 1.564.615,08 para a enteada Marina.

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A descoberta partiu de um rastreamento das contas bancárias do ex-ministro.

O valor transferido para sua filha foi em forma de "doação", com isso os integrantes da força tarefa da Lava Jato acreditam que indicaria um ato ilícito, já que o ministro estaria ocultando seu patrimônio e se utilizando da tese de ser uma "doação". A enteada de Palocci se tornou sua dependente no Imposto sobre a Renda da Pessoa Física, Marina é filha da mulher de Palocci e foi declarada como dependente entre os anos de 2005 a 2007.

Resposta da defesa de Palocci

Os advogados de defesa de Antonio Palocci, Bruno Augusto Gonçalves Viana e Alessandro Silverio, disseram, por meio de uma nota, que ainda não tiveram acesso a manifestação feita pelo procurador Januario, que entrou com um pedido de sequestro dos imóveis da enteada e da filha do ex-ministro.

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A defesa também negou que seu cliente tenha feito quaisquer irregularidades envolvendo bens destinados a familiares, afirmando que tudo foi devidamente declarado na Receita Federal, sem ter o objetivo de ocultar qualquer tipo de crime. A defesa sugere que a acusação do procurador é uma "indevida premissa" que ganha destaque recentemente.

Petista e corrupção

O ex-ministro do governo de Lula e Dilma Rousseff é acusado pelo Ministério Público Federal (MPF) do Paraná, por crimes de lavagem de dinheiro e #Corrupção. Em dois processos que circulam na Justiça, Palocci é acusado de irregularidades em contratos envolvendo a empreiteira Odebrecht e a Petrobras. O ex-ministro também é acusado de ter favorecido o ex-presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, se tornando um intermediador para pagamentos de propina entre a Odebrecht e Lula.

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