O procurador-geral da República, Rodrigo Janot, estará em seu cargo até setembro deste ano. Com isso, ele começa a colocar as coisas em ordem antes de terminar o seu mandato. Uma das prioridades de Janot é finalizar as delações premiadas que estão em negociação, como do ex-ministro Antonio Palocci e do operador financeiro, Lúcio Funaro.

Uma fonte que não quis se identificar comentou que o procurador está limpando as gavetas e corre contra o tempo para que as delações e os pedidos de inquéritos decorrentes dos acordos sejam firmados. O grande medo que existe é que o novo procurador, que substituirá Janot, arrume formas de paralisar #Investigações importantes para salvar o governo de Temer.

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Seria algo absurdo mas não impossível.

Em 17 de setembro, Janot não estará mais no comando da Procuradoria e o novo procurador-geral da República será indicado pelo presidente Michel Temer, que não está com boas relações com Janot. A pressa do procurador é que as delações possam ser negociadas e já abrir inquéritos em cima do que foi revelado pelos delatores.

A delação de Palocci é muita séria e pode causar um grande impacto no sistema financeiro o que está deixando o Planalto preocupado. Uma das ações do governo para evitar essa possível turbulência foi a publicação de uma medida provisória autorizando o Banco Central a fazer acordos de leniência com outros bancos. Dessa forma, diminuiria o impacto no sistema.

Acordo com a Justiça

Antonio Palocci poderá fazer a delação em breve, pois a semana que vem ele pode ser alvo de uma sentença não muito agradável.

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A situação dele não é boa e um acordo com a Justiça poderia ser o melhor caminho.

Lúcio Funaro também está prestes a fazer a sua delação. Ele chegou a trocar de advogado buscando alguém que seja mais especialista nos acordos de delação. O seu novo advogado é Antonio Figueiredo Basto. De acordo com a fonte anônima, Basto já teria dado indícios de que novas revelações viriam à tona com o depoimento de seu cliente. Funaro foi chamado para depor num inquérito em que Temer é investigado por corrupção passiva, obstrução à Justiça e chefe de organização criminosa.

Investigações e temor

A expectativa é que com esses acordos surjam novas frentes de investigação e o PMDB pode ser alvo de sérios problemas judiciais, já que Funaro operava para o partido.

O grande temor do Ministério Público Federal (#MPF) é de que o novo procurador-geral da República seja alguém que esteja ligado ao presidente Temer e possa complicar as investigações. O novo procurador poderia dizer que as delações da Odebrecht e da JBS estão com problemas e pedir a paralisação dos processos. Isso seria um golpe duro contra a Justiça.

Janot pretende evitar que isso aconteça e para isso precisa de rapidez nos acordos e agilidade nos processos para abertura de inquérito. #Rodrigo Janot