Nesta terça-feira (6), o ex-ministro Henrique Eduardo Alves foi preso em decorrência do cumprimento de diligências da Polícia Federal. Além do parlamentar, outros quatro mandados de prisão preventiva, seis mandados de condução coercitiva e 22 mandados de busca e apreensão foram cumpridos nos estados do Paraná e Rio Grande do Norte.

A Operação Manus, deflagrada nesta manhã é um desdobramento da Operação Lava Jato para apurar desvios equivalentes a 77 milhões de reais decorrentes da construção e reforma do estádio para a Copa do Mundo de 2014, localizado no estado do Rio Grande do Norte, mais precisamente na capital, Natal.

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Na deliberação, o ex-deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ), que se encontra preso no Paraná, também foi apontado pelas investigações como um dos suspeitos que compactuava com a operação fraudulenta. Na ocasião, Cunha ainda era parlamentar da Câmara dos Deputados.

O esquema de #Corrupção contava com a ajuda de políticos do alto escalão, ou seja, os envolvidos favoreciam de forma criminosa benefícios vinculados ao Governo Federal para pelo menos, duas das maiores empreiteiras do país, e em contrapartida, recebiam vantagens indevidas (propinas), como pagamento pelas gentilezas prestadas.

A PF não concedeu maiores detalhes sobre a identificação dos outros suspeitos, porém, muito provavelmente, eles já estão sob o poder dos investigadores. A defesa do ex-ministro Henrique Eduardo Alves esclareceu junto à Justiça Federal em Brasília que realmente uma conta corrente em um banco da Suíça foi criada em seu nome, porém admitiu total desconhecimento da movimentação de US$ 832,9 mil (ou R$ 2,3 milhões), pois a conta foi oferecida para uso do ex-deputado e presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha, uma vez que se tornaram muito amigos com a convivência em Brasília.

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Henrique se tornou um dos homens muito próximo do presidente #Michel Temer e do PMDB. O ex-parlamentar foi ministro do Turismo da ex-presidente Dilma Rousseff e foi novamente empossado para o mesmo cargo no governo Temer. No entanto, logo que começou a ser citado por delatores e executivos da Operação #Lava Jato, pediu demissão.

Por fim, vale ressaltar que ao abrir mão da pasta da Cultura e Turismo, Henrique perdeu totalmente a garantia do foro privilegiado, portanto, se por ventura permanecer preso, provavelmente deverá ser encaminhado ao juiz Sérgio Moro, uma vez que o magistrado é o comandante da Lava Jato.