A subprocuradora-geral da República, #Raquel Dodge, foi a segunda mais votada na lista tríplice e foi a escolhida pelo presidente Michel Temer para assumir o cargo do atual procurador-geral da República, #Rodrigo Janot. Antes dela assumir o posto mais alto do Ministério Público Federal (#MPF), ela terá que ser aprovada pelo plenário do Senado.

Ela é a preferida do presidente Michel Temer e nunca teve boas relações com Rodrigo Janot, o que é ótimo para o peemedebista que está numa grande guerra com o procurador-geral da República.

A relação entre ela e Janot sempre teve sérios problemas e um episódio, em particular, mantido em segredo até agora, mostra a possível rivalidade entre os dois.

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Raquel Dodge, que sempre teve uma postura extremamente autoritária e de pouca agregação, começa a mudar o seu jeito e isso traz preocupação para seus inimigos.

Espionagem

Um fato que aconteceu com Raquel Dodge foi colocado em questão e pode ser alvo de severa investigação. Em novembro de 2014, ela iria curtir o seu primeiro dia de férias, porém resolveu dar uma passada no seu gabinete para resolver algumas pendências. Ao chegar no local, se deparou com alterações no ambiente de trabalho. As luminárias instaladas sobre a mesa haviam sido removidas e depois colocadas novamente no mesmo lugar.

Ela notou muita sujeira e impressões digitais no teto. Preocupada, ela teve uma conversa com Janot e comunicou o que estava acontecendo.

No outro dia, a chefe do gabinete da subprocuradora encontrou dois homens mexendo no teto da copa do gabinete.

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Os homens acabaram indo embora e não se identificaram. Ela passou todos os detalhes para Raquel que foi imediatamente cobrar explicações de Janot.

Em conversas com amigos e outras pessoas próximas, ela comentou que suspeitava do serviço de inteligência da Procuradoria-Geral da República e na visão dela, tudo poderia estar sendo comandado e requerido por Rodrigo Janot.

Lava Jato

Nesta sexta-feira (30), procuradores da Lava Jato parabenizaram a subprocuradora. De acordo com eles, ela possui uma história respeitada e demonstrou ter confiança na classe. Vale ressaltar que ela pode ser a primeira mulher a comandar a Procuradoria-Geral da República.

Antes de ser oficializada no cargo, ela passará por uma sabatina do Senado e se for aprovada, começará a exercer a função em setembro deste ano.

Pode ser que alguns procuradores da Lava Jato que são mais ligados a Janot abandonem seus cargos com a entrada dela.