O general Augusto Heleno, um dos líderes mais respeitados das #Forças Armadas, se decepcionou com a falta de altivez do presidente Michel Temer. Na opinião do general, #Temer deveria ter recusado qualquer ajuda da Noruega em enviar recursos ao Brasil para a proteção da Floresta Amazônica.

A primeira-ministra da Noruega, Erna Solberg, declarou que diminuiria o valor destinado ao Brasil para combater o desmatamento. O governo norueguês demonstrou insatisfação com o Brasil pelos maus resultados apresentados e chegou a ameaçar doações para a preservação da Amazônia.

A Noruega é o maior doador de recursos paras as florestas brasileiras, chegando a fornecer R$ 2,8 bilhões, entre 2009 e 2016.

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Segundo estudos da Fundação SOS Mata Atlântica e do Instituto Nacional de Pesquisas (INPE), o Brasil aumentou, em 2016, mais de 58% do desmatamento, criando um grande alerta sobre a situação ambiental.

O general do #Exército não concorda com o governo brasileiro aceitar recursos de outros países por considerar que a Floresta Amazônica é do Brasil e não deles. "A Amazônia não é patrimônio da humanidade e sim um patrimônio do Brasil", disse o general.

Duras críticas

O general Augusto Heleno disse que ainda dá tempo de Temer falar ao mundo diante da atitude mal-educada da primeira-ministra da Noruega e de outros países que criticam o desmatamento. Irritado, o general comentou que os europeus não podem dar nenhuma opinião sobre a nossa floresta, pois eles foram os responsáveis em destruir a deles.

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O ex-comandante militar da Amazônia ressaltou que cabe ao Brasil preservar e criar leis que ajudem a não ocorrer o desmatamento. É de grande importância preservar a floresta com sustentabilidade.

Denúncia

O governo norueguês tem criticado duramente o Brasil em relação ao desmatamento, mas apesar das críticas, o governo da Noruega é a principal acionista da mineradora Hydro, que possui uma lista de processos judiciais por contaminação de rios e municípios. As denúncias foram feitas pelo Ministério Público Federal do Pará.

A empresa foi alvo de várias multas e até agora não pagou nenhuma. Os valores chegam a R$ 17 milhões depois que a mineradora proporcionou um transbordamento de lama tóxica em rios da região amazônica, em 2009.

Testes realizados na Universidade Federal do Pará mostraram que um em cada cinco moradores da região onde a empresa atua está contaminado por chumbo, tendo em seu corpo sete vezes mais este elemento químico do que em outras pessoas. Isso causa doenças no sistema nervoso e respiratório.

A embaixada da Noruega no Brasil não quis comentar o caso.