O assunto mais complicado do momento é a política nacional. Os estrangeiros que observam o cenário nacional de fora não conseguem entender muivo bem o que acontece, ainda mais depois do início da operação Lava Jato, já que muitos políticos foram presos e sempre uma nova 'bomba' é solta na mídia. A última foi do envolvimento do presidente Michel Temer com o fato de subordinarem ou ameaçarem Eduardo Cunha na prisão, e isso gerou uma grande crise política.

O #General do Exército, Eduardo Villas Bôas concedeu uma entrevista polêmica à repórter Monica Gugliano, que integra o jornal 'Valor Econômico'. A questão é que chefes militares nunca se pronunciam sobre assuntos políticos, e se esse fato chega a acontecer é porque tem uma grande crise política por trás, e após o vazamento da conversa de Michel Temer com Joesley Batista, todos os comandantes das Forças Armadas foram questionados, pois se cogitou uma nova #Intervenção Militar para resolver a desordem do país.

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Declarações do general

O que mais impressionou foram as declarações feitas pelo comandante do Exército, que, querendo ou não, causaram uma grande repercussão e abalaram as estruturas dos três poderes em Brasília.

“Somos um país que está à deriva, que não sabe o que pretende ser, o que quer ser e o que deve ser“, afirma o general Eduardo Villas Bôas, comandante do Exército brasileiro.

E o general ainda disse mais: “Esgarçamo-nos tanto, nivelamos tanto por baixo os parâmetros do ponto de vista ético e moral, que somos um país sem um mínimo de disciplina social“.

Pressão popular

Existe uma grande pressão popular para as Forças Armadas assumirem o comando do Brasil novamente, assim como aconteceu em 1964, só que isso poderia acontecer se a ministra do STF (Supremo Tribunal Federal), Carmén Lúcia convocasse a FAB (Forças Armadas Brasileiras), para uma tomada de poder provisória, enquanto ainda não se convoque novas eleições para decidir qual será o novo presidente da República.

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A pressão dentro das Forças Armadas é muito grande mas o general, apesar de ter feito afirmações que dão a entender certo repúdio ao governo atual, sempre defendeu a Constituição Federal, que apoia eleições indiretas, caso o presidente atual, Michel Temer, saia do poder por virar réu em terceira instância, só que esse processo é muito demorado e o próprio já disse que não irá renunciar, assim tendo que ser retirado pela Justiça e não por vontade própria.