Nesta quarta-feira (21), foi aprovado pela Comissão de Direitos Humanos do Senado a convocação do general Sérgio Etchgoyen para explicar uma possível espionagem ao ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson #fachin. A Agência Brasileira de Inteligência (#Abin) é subordinada ao general, que é ministro-chefe do Gabinete de Segurança Institucional.

Uma reportagem da revista Veja afirmou que o governo acionou o serviço secreto para "bisbilhotar" a vida de Fachin e buscar informações que possam tirá-lo da relatoria da Lava Jato na Corte. O presidente Michel #Temer é um dos envolvidos, de acordo com a reportagem.

O presidente e seus aliados já estavam revoltados com Fachin após ele homologar uma delação da JBS que complicou a vida de Temer.

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Acionar a Abin seria uma tentativa de constranger o ministro e fragilizá-lo na Lava Jato.

A Comissão do Senado incluiu na pauta desta quarta-feira (21) esse requerimento para a convocação do general e de Janér Tesch, diretor-geral do órgão de inteligência. O pedido foi feito pelo senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP), que é autor da medida. A data da audiência ainda será marcada.

Serviço secreto

O general Sérgio Etchgoyen afirmou que em nenhum momento o serviço secreto foi acionado para investigar a vida de Fachin. Ele enalteceu os trabalhos realizados pela agência e se colocou a disposição de tirar quaisquer dúvidas.

O Palácio do Planalto também emitiu uma nota ressaltando que respeita a independência dos Poderes e que jamais agiu para tentar fragilizar o ministro. Segundo Etchgoyen, jamais ele deixaria que isso acontecesse.

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A ministra Cármen Lúcia, presidente do STF, repudiou essa informação e disse que se for comprovada a ação, os responsáveis deverão ser punidos imediatamente. Temer e o general chegaram a ligar para a presidente da Corte reforçando que o serviço secreto não foi acionado. Isso acalmou a ministra.

Delação premiada

Nesta quarta (21), a Corte Suprema está em votação para decidir se a delação dos executivos da JBS continua valendo ou deve ser refeita. Fachin votou pela manutenção da delação.

Surgiram várias críticas sobre os benefícios que o Ministério Publico Federal (MPF) concedeu aos executivos da empresa, livrando eles de qualquer punição. O procurador-geral da República, Rodrigo Janot, disse que seria um grande erro rever o acordo de delação já que foi um compromisso feito pelo Estado. Se alterar esse acordo, as outras empresas poderão evitar os acordos com a Justiça pensando que poderiam se tornar vítimas do mesmo problema da JBS.