Durante a tensa sessão de julgamento, no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), da chapa presidencial "Dilma-Temer", nesta quinta-feira (8), o presidente da mais alta corte eleitoral e integrante do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Gilmar Mendes, atribuiu sérias dúvidas em relação ao acordo de colaboração premiada celebrado entre a Procuradoria Geral da República, comandada por #Rodrigo Janot, e a empresa #JBS, do delator Joesley Batista. A JBS é considerada a maior empresa do setor alimentício na venda de carnes processadas em todo o mundo.

O acordo de delação entre a Procuradoria Geral da República e o empresário Joesley acarretou grande "polêmica" no país, já que o conteúdo de trechos de gravações de conversas entre o empresário goiano e o presidente da República, Michel Temer, ocasionou grande "instabilidade" política ao governo federal, fazendo "ruir" parte de sua base aliada no Congresso Nacional.

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'Versão combinada'

De acordo com o ministro do Supremo e presidente do #TSE, Gilmar Mendes, há a "suspeição" de que tivesse ocorrido uma espécie de "versão combinada", em relação aos depoimentos prestados pelos empresários responsáveis pela JBS, ao relatarem que as doações eleitorais apontadas durante o acordo de colaboração premiada firmado entre PGR e JBS seriam todas consideradas fruto de acordos para pagamentos de propinas, oriundas de esquemas de corrupção.

Segundo o ministro Gilmar Mendes, "ao assistir esses dias na televisão, vídeos relacionados à última delação premiada, 'aparentemente', possa ter havido uma combinação dos delatores com o Ministério Público Federal, para que fosse falado que todas as doações seriam propina", ressaltou o magistrado. Ele prosseguiu ao concluir que "essa seria a linguagem que o Ministério Público teria adotado para todos os fins".

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As afirmações de Gilmar Mendes foram dadas durante debate entre ministros do TSE a respeito da classificação de vários tipos de irregularidades relacionadas ao financiamento eleitoral.

Já o acordo de colaboração premiada entre a Procuradoria Geral da República e a empresa JBS foi homologado pelo ministro relator da Operação Lava Jato no Supremo Tribunal Federal, Luiz Edson Fachin. Após a divulgação das críticas do ministro Gilmar Mendes em se tratando do acordo selado entre a Procuradoria Geral da República e os empresários Wesley e Joesley Batista, o Ministério Público Federal e a PGR não se manifestaram até o momento.