A grave crise política brasileira, enfrentada pelo presidente da República, #Michel Temer, aumentou a "temperatura" política em Brasília, com a prisão de um dos principais aliados do presidente, o deputado afastado Rodrigo Rocha Loures, do PMDB do Paraná. O presidente vê ruir sua base de apoio no Congresso Nacional, o que pode colocar em risco a aprovação de matérias extremamente importantes para o governo, como as reformas trabalhista e previdenciária. Entretanto, o advogado de defesa de Temer, Antônio Cláudio Mariz de Oliveira, demonstrou grande insatisfação com as afirmações dadas pelo procurador-geral da República #Rodrigo Janot, para fundamentar a prisão do ex-assessor do presidente.

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De acordo com um dos principais defensores do presidente da República, criminalista Antônio Cláudio Mariz de Oliveira, a atitude do procurador Rodrigo Janot, se caracterizou como algo movido por um "nítido viés político".

Investigações com 'viés político'

O advogado do presidente Michel Temer, ficou indignado com a afirmações de Rodrigo Janto, relacionadas à prisão do ex-assessor do presidente, Rodrigo Rocha Loures. O chefe do Ministério Público Federal declarou que o ex-deputado e ex-assessor presidencial Loures "seria um verdadeiro longa manus de Michel Temer", em alusão ao papel do ex-deputado, captado nas gravações do empresário Joesley Batista, da JBS, o que classificaria Loures, segundo Janot, como executor de um crime que tivesse sido ordenado pelo presidente.

A resposta do advogado do presidente Temer, Antônio Mariz, foi contundente neste sábado (03), ao afirmar que no momento em que o procurador Rodrigo Janot "diz que o Sr. Rocha Loures é um longa manus de Michel Temer, constitui mais uma assertiva do procurador-geral da República, como algo desprovido de qualquer tipo de apoio nos fatos, sendo, no entanto, uma afirmação fruto do desejo do procurador em poder pura e simplesmente acusar o presidente da República dentro de um quadro considerado meramente ficcional", segundo o defensor Antônio Mariz.

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O advogado do presidente foi ainda mais longe ao considerar que o procurador-geral tem como objetivo "tentar impressionar a opinião pública do país, de modo que com uma afirmação, apresenta-se não como declaração de cunho jurídico, mas sim com nítido viés político", ressaltou Antônio Mariz. O defensor do presidente criticou duramente a condução das investigações pelo procurador Rodrigo Janot, salientando que ele não poderia atuar dessa maneira, já que o seu papel é "fiscalizar o cumprimento da lei, com o compromisso da verdade dos fatos e também com o ideal da Justiça". #Corrupção