O Brasil está vivendo uma grande crise política, o que faz despertar diversos grupos revolucionários e reacionários, como os socialistas e intervencionistas. Uma pequena parcela da população vem pedindo uma nova #Intervenção Militar no país, como aconteceu no ano de 1964, quando o mundo estava sofrendo com a Guerra Fria (luta entre socialismo e capitalismo).

Isso se dá porque essas pessoas afirmam que na época do regime militar o país tinha muita segurança e a economia estava crescendo, além de lembrarem que a corrupção era menor do que nos dias atuais. Porém, a maior parte da população discorda, ou mesmo concordando, não apoia a volta do regime militar.

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Os chamados intervencionistas estão pressionando os três comandantes das Forças Armadas a dar resposta sobre os militares assumirem novamente o comando do país. Um general do Exército já deu uma resposta sobre isso, dizendo que a Constituição federal tem que ser respeitada em qualquer crise política.

Dessa vez, foi a vez do almirante Eduardo Bacelar Leal Ferreira, comandante da #marinha, apresentar sua posição quanto a esse assunto, que, mesmo não citando intervenção militar, fala sobre o assunto indiretamente.

Posição do comandante da Marinha

Durante as comemorações do Dia da Batalha Naval do Riachuelo, na sexta-feira (9), o almirante deu uma posição sobre o que deve ser feito durante qualquer crise política no país. Mais uma vez, a resposta não agradou os integrantes do movimento a favor de uma nova intervenção militar.

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Eduardo Bacelar disse, ao lado do presidente Michel Temer, presente na comemoração, que os tempos são difíceis e incertos, mas avisou que, junto com a Aeronáutica e o Exército, a Marinha cumprirá o rigorosamente os deveres que a Constituição federal impõe.

O almirante ainda pediu para que todos os recursos da Marinha sejam mantidos, já que existem problemas externos ameaçando o país.

Manifestações

Algumas manifestações a favor do movimento intervencionista vem sendo feitas em diversas cidades do país. Entre eles, o que ocorreu no domingo passado (4) na Avenida Boa Viagem, no Recife, em Pernambuco.

O protesto uniu cerca de 50 pessoas pedindo um golpe no País diante da crise política. O grupo usou uma faixa com os dizeres: "intervenção militar já!", além de bandeiras do Brasil

Intervenção pode acontecer pela Constituição?

A única forma de acontecer um novo regime militar, de forma legal, é se a presidente do STF (Supremo Tribunal Federal), Cármen Lúcia, convocar as Forças Armadas para assumir o poder de forma interina, até que se convoque novas eleições, mas é muito improvável que isso aconteça. #CrisePolítica