O procurador-geral da República, Rodrigo Janot, deverá denunciar o presidente Michel Temer, nesta terça-feira (27), ao STF (Supremo Tribunal Federal). Pesam sobre Michel Temer as denúncias de corrupção passiva, obstrução de justiça e organização criminosa.

Nesta segunda-feira (26), o STF recebeu laudo dos peritos do Instituto Nacional de Criminalística, da Polícia Federal, atestando que não houve cortes ou edições nos áudios das conversas gravadas dia 7 de março no Palácio do Jaburu, pelo empresário Joesley Batista, um dos proprietários da JBS.

Saud confirma que dinheiro com Loures era propina para Temer

Gravadas por Joesley, as conversas com Michel Temer configuram-se como um dos principais fatores que garantiram ao empresário o benefício da delação premiada na Procuradoria-Geral da República (PGR).

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As denúncias contra o #Presidente se tornaram ainda mais contundentes após a Polícia Federal flagrar o ex-deputado Rodrigo Rocha Loures recebendo mala com R$ 500 mil, das mãos de Ricardo Saud.

Loures é um dos principais assessores de confiança de Temer, enquanto Saud foi denunciado como operador de #Propina da JBS. Nas investigações, Saud teria dito à PF que o dinheiro seria entregue a Temer como primeira parcela da propina que em 25 anos atingiria R$ 600 milhões, aproximadamente.

Rodrigo Maia deve aceitar processo antes de o STF abrir ação penal

O site Jornal do Brasil explica que a Constituição Brasileira reza que a Câmara dos Deputados deve aceitar a denúncia antes de o Supremo Tribunal Federal julgar se abre ou não a ação penal, conforme a delação de Joesley Batista. Se conseguir 172 votos mais abstenções na Câmara, o presidente Michel Temer ficará livre do processo.

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Para atender as exigências que o caso requer, o presidente da Câmara, Rodrigo Maia, tem a responsabilidade de comunicar o presidente sobre as denúncias. O deputado estuda suspender o recesso legislativo previsto para o período de 18 a 31 de julho.

Câmara poderá suspender recesso neste mês de julho

Para isso, Câmara dos Deputados e Senado Federal devem aprovar, por maioria simples, requerimento de convocação extraordinária, assinados pelos presidentes da República, Michel Temer (PMDB/SP); do Senado, Eunício Oliveira (PMDB/CE); e da Câmara, Rodrigo Maia (DEM/RJ). Maia deverá ainda encaminhar o processo à Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara, que num prazo máximo de dez sessões deverá analisar o objeto em questão.

A CCJ terá ainda cinco sessões para o relator do processo manifestar seu parecer sobre considerar as denúncias ou se o processo será arquivado. Já aqueles que pretendem que o presidente Temer deixe a presidência da República terão de conquistar 342 votos, do total de 513 deputados. #Laudo