O prefeito de São Paulo, João Doria, responsável pela administração da maior cidade do País, e um dos "potenciais" candidatos à Presidência da República na próxima disputa eleitoral em 2018, concedeu entrevista à rede de televisão britânica BBC. Durante a entrevista exclusiva, o prefeito paulistano fez uma análise sobre um possível "desembarque" de seu partido, o #PSDB (Partido da Social Democracia Brasileira), em se tratando da base de apoio do governo do presidente da República #Michel Temer.

Apoio à governabilidade do País

João Doria afirmou enfaticamente que se o PSDB decidir abandonar a base de apoio do governo federal, o Brasil correria o grave risco de entrar numa crise muito profunda, tanto no plano econômico, quanto no plano político.

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O prefeito ressaltou que "estamos ao lado do país e mais do que tudo, o que deve valer é a proteção ao Brasil, à governabilidade e também ao amplo apoio às reformas trabalhista e previdenciária a serem implementadas por decisão majoritária do Congresso Nacional", assegurou.

Ao fazer a análise de um futuro próximo, sem o PSDB no governo Temer, João Doria advertiu que "hoje a crise se faz presente no plano politico somente, porém, se ocorrer a saída do PSDB, é provável que o país mergulhe também na crise num plano econômico, e tudo o que o Brasil menos precisa, é adentrar em uma nova crise econômica", afirmou categoricamente o prefeito, durante entrevista à imprensa estrangeira.

Ao ser indagado se esse apoio à manutenção do PSDB no governo Temer, não seria algo relativo à "velha" politica presente no Brasil, já que ele havia prometido combater, João Doria foi contundente ao dizer que "seria mesmo a velha política e seria algo ruim, porém, há certos momentos durante a vida em que se deveria fazer a avaliação entre o 'ruim e o péssimo' e seguramente, entre os dois, o ruim é melhor do que o péssimo".

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As palavras do prefeito foram ditas em tom de desabafo em relação à grave crise política enfrenta pelo País.

Encontro entre Temer e Joesley

João Doria comentou sobre o encontro entre o presidente Michel Temer e o empresário delator Joesley Batista, dono da empresa JBS. Doria afirmou que a conversa entre Temer e o empresário não foi algo adequado para um presidente da República, mas isto, não deveria implicar, de modo definitivo, em um "equívoco fatal" para o mandatário do País. Seria, de acordo com o prefeito, um "erro ético e moral" , no entanto, esse caso não seria passível de ser um fato determinante para se consolidar a tese para o "impeachment do presidente".

Já em relação à situação de seu colega de partido, o senador afastado Aécio Neves, Doria assegurou que ele deve ter direito à plena defesa e se eventualmente, for considerado culpado, pagar por isso mas se for inocentado, deve ter a possibilidade de retomar seu mandato e continuar sua trajetória política. #João Dória