O jornalista e agora novo presidente do Comitê de Investimentos do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS), Luiz Fernando Emediato, é suspeito de receber a quantia de R$ 2,8 milhões em #Propina, segundo delação premiada de executivos do grupo frigorífico da JBS.

O delator Ricardo Saud, que é diretor de Relações Internacionais da empresa que controla a JBS, relatou que o jornalista recebeu esse dinheiro milionário enquanto participava de um cargo que se remetia ao Ministério do Trabalho. Na época que teria recebido o dinheiro ilícito, Brizola Neto é quem comandava o ministério.

Para conseguir ganhar essa propina, o jornalista fazia fiscalizações em vários frigoríficos que não estariam cumprindo com as leis trabalhistas adequadamente.

Publicidade
Publicidade

A propina foi paga através da Editora Geração, que pertence a Luiz Fernando Emediato. Para se defender das acusações de Ricardo Saud, Emediato emitiu uma nota afirmando que já não participava mais no Ministério do Trabalho e que sua empresa fez serviços durante o prazo de um ano para a JBS, portanto, o dinheiro seria desses serviços. Ao final da nota, o jornalista afirmou que "só um néscio" iria concordar com essas afirmações da delação de Ricardo Saud

Além da delação de executivos da JBS, Emediato, que é ligado à Força Sindical, foi citado em delação premiada de executivos e ex-executivos da empreiteira Odebrecht. Ele teria uma forte relação com Paulinho da Força (SD-SP), que atualmente é deputado federal.

A presidência do FGTS, assumida agora por Emediato como representante dos trabalhadores, tem prazo de duração de um ano, o roteiro é feito em forma de rodízio envolvendo governo, trabalhadores e empregadores.

Publicidade

A Caixa Econômica Federal foi procurada para prestar esclarecimentos, pois é quem faz a administração. Em nota, afirmou que não tem qualquer participação na decisão da escolha do membro para assumir a presidência e que isso partiria dos próprios membros do Comitê de Investimentos e do Conselho Curador do FGTS.

FI-FGTS

Os resultados de 2015 mostraram que o FI-FGTS teve um prejuízo de R$ 900 milhões, já os resultados do ano de 2016 ainda serão divulgados. A empresa Sete Brasil também foi responsável por uma perda de R$ 1,5 bilhão ao FI-FGTS. O ano de 2015 foi o primeiro, desde 2007, que registrou um resultado negativo ao FI-FGTS.

Em 2016, a Operação Sépsi da #Polícia Federal investigou esquemas ilícitos envolvendo pagamento de propina para a captação dos recursos que constam no FI-FGTS.

A operação da PF contou com depoimentos do ex-vice-presidente de Fundos de Governo e do ex-diretor da empresa Hypermarcas. #Corrupção