O juiz #Marcelo Bretas, responsável pelos trabalhos da Operação Lava Jato no Rio de Janeiro, negou a existência de uma ditadura do Judiciário e citou que a ditadura utilizada pela #Justiça é a da honestidade. O juiz recebeu, nesta segunda-feira (12), uma medalha de honra da Câmara dos Vereadores da capital fluminense. No evento, Bretas disse que a luta do Judiciário contra a corrupção vai continuar com todas as forças e nada vai abalar a Justiça.

Bretas ressaltou que a guerra é contra a corrupção e não contra partidos políticos. A lei será igual para todos, e um ponto importante é que as instituições ganharam independência para julgar, isso ajudou no avanço dos trabalhos de investigações.

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O magistrado disse que os ministros e juízes também erram, pois são humanos como todo mundo. Mas o importante quando o juiz errar é o tribunal corrigir. Se o desembargador erra, o ministro corrige e assim por diante. Buscar sempre o acerto é fundamental para o progresso dos trabalhos.

Elogios

Bretas elogiou o Ministério Público Federal (MPF) e disse que o acontecimento principal que fez ele acreditar mais no Judiciário foi com o julgamento do Mensalão na Suprema Corte. "Passei a ver a Justiça de uma outra forma", afirmou o juiz.

Em relação a Operação Calicute, que seria um desmembramento da Lava Jato, o juiz revelou que a decisão pode sair até julho. Foi nessa operação que foram presos o ex-governador do Rio, Sérgio Cabral, e sua esposa, Adriana Ancelmo, além de outros réus. O juiz federal Sérgio #Moro também pretende, em breve, dar a sentença final do processo do triplex que envolve o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

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Os próximos dias serão de grande expectativas e o povo torce para que a Justiça seja feita da melhor forma possível.

Bretas chegou a ser comparado com Moro na forma com que ele conduz os processos. Ele é muito rápido e suas decisões têm amedrontado os corruptos. Contra o ex-governador do Rio, ele já acatou dez denúncias do Ministério Público.

Momentos finais

Lula está vivendo uma grande angústia, pois os dois processos em que ele é réu na Lava Jato estão chegando aos momentos finais. Numa das ações, o petista é acusado de participar de um esquema envolvendo oito contratos entre a Odebrecht e a Petrobras.

Moro está ouvindo as últimas testemunhas de defesa do petista. Parte do dinheiro que Lula supostamente recebeu pode ter sido usado na compra de um terreno para o instituto Lula. O valor chega a R$ 12,4 milhões.