O juiz Sérgio Moro, que é o titular da décima terceira Vara Criminal da Justiça Federal de Curitiba, no estado do Paraná, responsável pela maior operação de combate à #Corrupção de que se tem notícia na história contemporânea do país, a Operação Lava Jato, fez uma exigência à Justiça, para que sejam realizadas as audiências com depoimentos de dois parlamentares. Tratam-se do senador alagoano e líder do PMDB no Congresso Nacional #Renan Calheiros e o deputado federal Aníbal Gomes, do PMDB do Ceará.

As oitivas deverão ser realizadas com a presença dos parlamentares supra-citados, que poderão ser arrolados como testemunhas de defesa em processo da Operação #Lava Jato, que envolve os operadores do PMDB Jorge Luz e seu filho Bruno Luz.

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De acordo com os desdobramentos das investigações da força-tarefa da Lava Jato, Jorge e Bruno Luz são acusados da prática de desvios de dinheiro dos cofres públicos da maior estatal brasileira, a Petrobras.

Solicitação de dispensa para testemunhas

O deputado federal Aníbal Gomes havia solicitado, por meio de sua defesa, a dispensa de comparecer à audiência, já que, segundo ele, haveria a justificativa de que "nada haveria a acrescentar, senão, o que já havia sido dito", em alusão a um inquérito em relação ao mesmo caso, que já está sendo investigado no Supremo Tribunal Federal (STF).

O senador Renan Calheiros (PMDB-AL) se utilizou do mesmo tipo de argumento, através da sua defesa, já que, de acordo com os defensores, ele figura como investigado no Supremo Tribunal Federal pelos mesmos fatos, e a realização da audiência "poderia representar uma investigação através de via oblíqua de seus atos", ressaltou a defesa do senador alagoano.

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Na última sexta-feira (02), a defesa de Renan Calheiros encaminhou um documento de solicitação à Justiça Federal de Curitiba, para que não fosse necessário o depoimento como testemunha de defesa dos acusados Jorge e Bruno Luz. Ao solicitar a dispensa de comparecimento à audiência, o senador Renan Calheiros argumentou ainda que não conhece os operadores do PMDB no esquema de corrupção na Petrobras Jorge Luz e o filho Bruno Luz. Vale ressaltar que o senador Renan Calheiros e o deputado federal Aníbal Gomes, possuem prerrogativa de foro privilegiado, com a possibilidade de que seus processos sejam julgados através do Supremo Tribunal Federal. A relatoria de todos os processos de políticos com foro estão sob a condução do ministro relator Luiz Edson Fachin.