O ministro do Supremo Tribunal Federal (#STF) e vice-presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Luiz Fux, afirmou em um rápido discurso realizado em São Paulo, nesta segunda-feira (12), diante da presença de vários empresários, que manteria o mesmo voto contra o presidente Michel Temer, caso a sua denúncia chegue até à Corte Suprema. Rodrigo Janot é o responsável em levar a denúncia contra o presidente até a Câmara dos Deputados e de lá seria autorizado ou não a ir para o Supremo, dependendo da quantidade de votos contra ou a favor do presidente.

Fux foi um dos votos contra a absolvição da chapa Dilma-Temer. A votação ficou 4 a 3 e a chapa não foi cassada.

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Gilmar Mendes foi quem proferiu o voto de desempate.

O ministro disse que votou consciente e que se fosse preciso votaria de novo da mesma forma. Isso pode ser considerado um recado para Temer, caso a denúncia dele chegue ao STF.

Abin

Questionado sobre a possibilidade do ministro Edson Fachin ser vítima de uma espionagem do serviço secreto, Luiz Fux elogiou a maneira como a presidente do STF, Cármen Lúcia, se posicionou em relação a esse fato.

As supostas investigações da Agência Nacional Brasileira de Inteligência (Abin) contra o ministro e relator da Lava Jato, Edson Fachin, serão averiguadas e caso comprovadas caberá punição branda contra o responsável, disse a presidente da Corte.

De acordo com Fux, ele não viu nenhuma interferência do governo antes do julgamento. Caso isso acontecesse, seria algo inaceitável, disse o ministro.

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Segundo ele, se o governo tentasse perseguir juízes seria algo repudiante, uma improbidade. O ministro defendeu a nota divulgada por Cármen Lúcia e cometeu uma pequena gafe. Ele chamou a ministra de "presidente da República" ao comentar sua fala.

Julgamento no TSE

O ministro Luiz Fux disse que por mais que o julgamento desse a favor da absolvição da chapa, ele considerou que foi um julgamento muito bom porque favoreceu a pluralidade nos votos dos juízes presentes. Ele também afirmou que não disputou vaidades e votou pelo melhor para o Brasil.

O ministro comentou da importância do Judiciário para o Brasil, e criticou o sistema que sobrecarrega processos na Corte para evitar questões polêmicas repassadas pelo parlamento. "Eles têm medo de se posicionar, porque foram eleitos", disse o ministro. Diante disso, sobra para a Corte solucionar os casos.

Sobre a instabilidade política, Fux ressaltou que o Brasil vai vencer essa batalha e as coisas normalizarão. #LuizFux