Em discurso no evento de comemoração dos 25 anos da Confederação Nacional dos Metalúrgicos, na noite desta quarta-feira (28), em São Paulo, o ex-presidente Luís Inácio #Lula da Silva acusou a Operação #Lava Jato de estar acabando com uma parte da indústria brasileira. “A Lava Jato está destruindo uma parte da indústria nacional. As pessoas têm vergonha de falar isso, mas é verdade”, acusou o líder do #Partido dos Trabalhadores.

Segundo Lula, as ações da operação, que atingiram em cheio as maiores empreiteiras do Brasil, afetaram o setor da construção civil provocando a demissão em massa de mais de meio milhão de pessoas em todo o Brasil.

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“Nós não temos noção do prejuízo nacional. A construção civil mandou embora mais de 600 mil trabalhadores”, afirmou, emendando em seguida que só há uma saída: com o povo voltando a eleger um novo presidente da República, numa clara menção à saída de Michel Temer da Presidência da República e a realização de eleições diretas já.

Correndo o risco de ser condenado nos próximos dias pelo juiz Sérgio Moro, no processo denominado “Caso Triplex”, que envolve o pagamento de propinas por parte da empreiteira baiana OAS, Lula fez uma correlação histórica da época em que foi preso, no início da década de 80, para o momento atual. “Acharam que iam me destruir em 80, quando me prenderam. Quando me prenderam a greve cresceu e ficou mais forte”, disse. Naquele ano, ainda no Regime Militar, Lula presidia o Sindicato dos Metalúrgicos de São Bernardo dos Campos, no ABC paulista, e foi preso por liderar uma greve de 141 mil metalúrgicos, sendo acusado de ferir a Lei de Segurança Nacional.

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No seu discurso o ex-presidente ainda aproveitou a oportunidade para comentar os resultados da última pesquisa nacional realizada pelo Instituto Datafolha, entre os dias 21 e 23 deste mês de junho. “Saiu uma pesquisa da Folha (Jornal Folha de São Paulo) e fico pensando nos editores. Como eles reagem quando olham o resultado? Todos eles juntos (partidos políticos) têm menos preferência que o Partido dos Trabalhadores.

O futuro político do líder petista deve ser traçado nos próximos dias, dependendo da decisão que Sergio Moro tomar neste primeiro processo e se ela for referendada em segunda instância pelo Tribunal Regional Federal da 4ª Região. Acaso os desembargadores mantenham uma condenação de Moro, Lula perde os direitos políticos e não poderá ser candidato nas eleições de 2018.