O ex-presidente Luiz Inácio #Lula da Silva fez um pedido para o ministro do Supremo Tribunal Federal (#STF) e relator da Lava Jato Edson Fachin, para que o processo do triplex, no Guarujá, seja suspenso. Na ação penal, Lula é acusado de cometer crimes de corrupção e lavagem de dinheiro.

De acordo com o Ministério Público Federal (MPF), Lula recebeu R$ 3,7 milhões em propina da construtora OAS, por intermédio do seu ex-presidente José Adelmário Pinheiro Filho, conhecido como Léo Pinheiro. Em troca desse beneficiamento, a OAS levaria vantagens em relação às outras empresas com contratos na Petrobras. Conforme a denúncia, a construtora pagou toda a reforma do triplex do petista em troca de contratos fraudulentos.

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Na reclamação de Lula ao STF, ele pede para que seja fornecido acesso ao depoimento prestado por Léo Pinheiro. O juiz federal Sérgio Moro não autorizou o acesso à defesa do petista porque o MPF ainda não passou as informações se o acordo foi ou não celebrado e se está em sigilo.

Negação

Os advogados do ex-presidente informaram que o juiz Sérgio #Moro agiu de uma forma equivocada e contrariou o entendimento do Supremo, onde, um suspeito deve ter o direito às provas contra a sua pessoa. Foi uma forma, talvez, de Lula dizer que o juiz "passou por cima" dos ministros da Corte. Lula reclamou que a ação penal contra ele deve ser suspensa imediatamente.

Edson Fachin não viu nada de errado nas decisões do magistrado e negou o pedido do ex-presidente. Segundo o ministro, como não houve elementos que justificassem o acordo ou não de colaboração, o acesso à delação não permitida aos advogados do petista, foi uma decisão correta.

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Mesmo assim, Fachin afirmou que pode mais para a frente analisar novamente a questão.

Nova discussão

Nesta quarta-feira (14), houve uma nova discussão do advogado de Lula Cristiano Zanin Martins e o juiz Sérgio Moro. A testemunha ouvida era o ex-diretor geral da Polícia Federal (PF), Luiz Fernando Corrêa. Moro ficou nervoso por Zanin repetir as mesmas perguntas do depoimento anterior e criticou o fato.

Zanin estava querendo falar sobre as investidas contra a corrupção no governo de Lula e Moro interrompeu. O advogado não gostou e disse que se para o magistrado isso não era importante, para a defesa, o assunto era de grande relevância.

Moro rebateu dizendo que o advogado sempre faz as mesmas perguntas. Segundo o juiz, se continuar dessa forma, todos só estão lá perdendo tempo.