O Painel do Poder, do site Congresso em Foco, realizou um levantamento com as principais lideranças da Câmara dos Deputados e Senado Federal para determinar qual a previsão para o futuro do governo de Michel Temer. Segundo 62% dos parlamentares ouvidos pelo projeto, o peemedebista deve ser tirado do cargo em no máximo quatro meses. O Painel do Poder consultou 82 deputados e 26 senadores.

O levantamento apontou que 62% dos entrevistados acreditam que Michel Temer cairá até o final do ano. 24% disseram que ele deve acabar 2017 à frente do Executivo Nacional e 14% preferiram não responder. O problema para a avaliação dos parlamentares é que 60% dos que acreditam que Temer não chegará a 2018 confiavam na cassação da chapa Dilma-Temer pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), o que já foi descartado.

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10% pensam que o peemedebista sofrerá um processo penal no Supremo Tribunal Federal (STF). Outros 10% acreditam que Michel Temer irá renunciar ao cargo. E mais 2% acreditam em um possível processo de impeachment. 18% dos entrevistados preferiram não responder ao questionamento.

Ao serem questionados em quanto tempo Michel Temer irá cair, 29% acreditam que ele cairá até o final de junho, 19% disseram que ele chegará até julho. Mais 14% disseram que ele duraria entre 2 a 4 meses - contando a partir de junho. 5% acredita que Michel Temer cairá daqui 4 a 6 meses, antes ainda da virada do ano. Apenas 2% confiam que Temer permanecerá na presidência entre 6 a 8 meses. Enquanto 7% acreditam que o peemedebista cairá, mas que só depois de 8 meses. 24% preferiram não prever o período.

O modo como um possível sucessor de Temer deverá ser eleito também foi questionado.

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67% dos líderes do Congressos disseram acreditar em uma eleição indireta. 29% veem a possibilidade de uma eleição direta.

Avaliação do governo

Para medir a escala de aprovação do governo de Michel Temer, o Painel do Poder desenvolveu o "termômetro" de temperatura entre -100 e +100, quanto mais próximo do valor de -100, pior a avaliação por parte do parlamentar quanto ao governo. A média da avaliação entre os deputados e senadores ouvidos foi de +22,9 pontos. Na última análise, em março, antes da divulgação da delação da JBS, a avaliação era de +28,9 pontos.

Temer na presidência é revés para o combate à corrupção, diz Transparência internacional

Após o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) absolver a chapa Dilma-Temer, a organização-não governamental Transparência Internacional, ONG que tem como principal objetivo o combate à corrupção, divulgou uma nota criticando a decisão dos ministros do TSE.

Segundo a nota da ONG, a permanência no governo de “um presidente e um grupo político acusados de crimes graves” é um “revés” no combate à corrupção.

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A Transparência Internacional ainda afirmou que a decisão do TSE traz consequência globais e causa preocupação, pois mantém no poder "indivíduos com capacidade real de interferir nas investigações deste esquema de corrupção transnacional”.

A nota também afirma que o Tribunal Superior Eleitoral abriu um precedente grave com essa decisão, pois se utilizou de uma "artimanha" para ignorar uma “quantidade colossal” de provas e confissões vindas de delatores da Odebrecht.

As críticas da Transparência Internacional não ficaram apenas no TSE. A ONG também criticou a postura do PSDB, autor da ação contra a chapa Dilma-Temer, pois questionam os motivos que levam o partido a não recorrerem da decisão do Tribunal Superior Eleitoral. Os tucanos já afirmaram que não irão recorrer. Vale ressaltar que agora o PSDB faz parte da base aliada de Temer e ocupa a chefia de quatro ministérios. #Dentro da política