O presidente do Brasil, #Michel Temer, conseguiu vencer uma batalha: a absolvição da chapa Dilma-Temer. Dessa forma, ele conseguiu continuar no poder e não ser cassado. A decisão foi apertada e Temer venceu por 4 a 3. Os ministros que ele indicou e nomeou ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) foram decisivos para essa vitória. O ministro do Supremo Tribunal Federal (#STF), Gilmar Mendes, foi o voto de desempate e ele já vinha demonstrando que estaria ao lado do peemedebista, de acordo com algumas de suas indagações. O procurador da República, Carlos Fernando dos Santos Lima, chegou a dizer que aquela votação era apenas um "cinismo" misturado com um "disfarce".

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Tudo já estava certo para a vitória da chapa Dilma-Temer.

O próximo passo aguardado é o envio da denúncia do presidente pela Procuradoria-Geral da República para a Câmara dos Deputados. Temer pode conseguir mais uma vitória na Câmara, pois além de ter vários deputados aliados, possui uma grande harmonia com o presidente da Câmara, Rodrigo Maia. Diante disso, a denúncia do presidente dificilmente chegará ao Supremo.

Se chegasse à Corte, seria uma incógnita a vitória dele. Há uma grande divisão na concepção de cada integrante do Judiciário e ninguém sabe se Temer seria absolvido lá.

Sérgio Moro

Mesmo Temer se livrando do STF, pois a denúncia contra ele pode nem chegar à Corte, ele perderá, em breve, o foro privilegiado. Em janeiro de 2019, o peemedebista estaria fora da Presidência da República e os seus processos seriam julgados por um juiz conhecidíssimo: Sérgio Moro.

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Moro julgaria Temer por corrupção passiva, organização criminosa e obstrução à Justiça. O presidente foi flagrado em áudios gravados pelo empresário dono da JBS, Joesley Batista.

Abin

Um outro escândalo que ganhou proporção, no último final de semana, foi uma notícia publicada pela revista Veja, onde foi citado que Temer acionou a Agência Nacional Brasileira de Inteligência (Abin) para investigar a vida do ministro do STF e relator da Lava Jato, Edson Fachin. De acordo com a reportagem, o presidente queria descobrir envolvimentos de Fachin com a JBS para tentar tirá-lo da relatoria da Lava Jato.

Temer negou que tenha agido dessa forma e o responsável por essa notícia será punido. A presidente do STF, Cármen Lúcia, ficou indignada com essa possibilidade de acionar o serviço secreto mas confiou na negação de Temer.

O general responsável pela Abin, Sérgio Etchgoyen, disse que jamais isso aconteceu pois o trabalho da Agência é de grande responsabilidade. #SérgioMoro