A grave crise política que atingiu em cheio o #Governo do presidente da República Michel Temer, aumenta a "tensão" nos corredores do Congresso Nacional, em Brasília. A base aliada do governo federal, num verdadeiro "embate" com o ministro relator da Operação Lava Jato no Supremo Tribunal Federal (STF), Luiz Edson Fachin, sinaliza que pretende implementar ações que visam "pressionar", ou pelo menos, "constranger" o magistrado da mais alta Corte brasileira.

Uma das principais estratégias desenhadas pela base aliada de Temer, se refere à formação de um CPMI (Comissão Parlamentar Mista de Inquérito), com o propósito de se questionar as relações entre o ministro relator da Lava Jato, Edson Fachin e o empresário Joesley Batista, que é dono do grupo #JBS, considerada uma das maiores empresas na venda de carne processada e todo o mundo.

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Reunião com aval do Palácio do Planalto

Nesta semana, parlamentares da base aliada do governo se reuniram com o presidente da República no Palácio do Planalto. A intenção fomentada de se criar a CPMI da JBS, aponta para uma grande "pressão" do Congresso Nacional, sobre o Poder Judiciário e o Ministério Público Federal. Os parlamentares decidiram, na reunião, acelerar a instalação da comissão, que somente ainda não foi deflagrada, devido aos partidos não terem, até o momento, indicado os nomes para a composição de seus grupos de representantes. Inicialmente, pretendia-se constranger a empresa JBS, porém, as estratégias tomaram novo rumo.

Com os desdobramentos das investigações que envolvem vários políticos, além do próprio presidente da República, a ideia é que a comissão parlamentar seja utilizada contra a Operação Lava Jato.

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Seria uma espécie de união da classe política, com o objetivo de se frear o que os parlamentares consideram como um exagero das operações de investigação da força-tarefa. As articulações dos congressistas pretendem, até mesmo, levar o ministro do Supremo, Edson Fachin, por meio de convite, para que se apresente em depoimento à CPMI, através de um requerimento, para que esclareça sua relação com o executivo Ricardo Saud, do Grupo J&F.

Os parlamentares possuem ainda um outro caminho para ser seguido, em relação ao "embate" com o Poder Judiciário. A alternativa seria fazer com que se possa avançar na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara Federal por meio de uma PEC que possa imputar responsabilidades aos ministros do Supremo Tribunal Federal que venham a usurpar as funções do Legislativo e Executivo. #STF