A ministra Cármen Lúcia, presidente do Supremo Tribunal Federal (#STF), foi procurada às pressas pelo ministro da Corte Gilmar Mendes que recebeu informações graves do delegado da Polícia Federal, Leandro Daielo. Segundo Mendes, o diretor-geral da PF avisou para ele que durante as buscas e apreensões nos endereço ligados ao senador afastado Aécio Neves, ao longo da Operação Patmos, os agentes federais afirmaram a ele que foram orientados por procuradores da República a encontrarem provas que possam incriminar o ministro Gilmar Mendes.

Mendes ficou revoltado e foi falar com a presidente da Corte para que alguma solução fosse tomada diante dessa grave denúncia contra o Ministério Público Federal (#MPF).

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De acordo com o ministro, eles querem implantar um estado policial no país.

O procurador-geral da República, Rodrigo Janot, resolveu comentar o caso negando as afirmações feitas por Gilmar Mendes. Janot ressaltou que as buscas aconteceram normalmente, respeitando os critério de investigação.

Rixa entre os dois

Gilmar Mendes e Rodrigo Janot já não estão se entendendo há muito tempo. Eles vivem em intrigas e indiretas de um para o outro. Recentemente, o procurador-geral da República enviou um pedido à Corte para que Mendes não julgasse mais o caso do empresário Eike Batista. Isso tudo devido à mulher do ministro, Guiomar Mendes, trabalhar no escritório de advocacia que defende o empresário. Para Janot, o ministro não poderia julgar esse caso e deveria declarar suspeição. Mendes havia decidido pela soltura do empresário o que foi muito criticado por várias pessoas e autoridades judiciárias.

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O ministro da Corte não gostou da atitude do procurador e rebateu dizendo que a ação reproduzia o voluntarismo e a ousadia. No caso, Mendes viu em Janot um grande despreparo e um tipo de "cegueira" ao comentar tal fato.

Diante de tudo isso, Cármen Lúcia optou, por enquanto, pelo silêncio e a Polícia Federal afirmou que não há nenhuma investigação contra o ministro.

Áudio grampeado

Vale ressaltar que Gilmar Mendes foi alvo de uma gravação grampeada pela PF durante investigações referentes ao depoimento do dono da JBS, Joesley Batista. O ministro conversava no telefone com Aécio Neves e eles pensavam em alguma forma de tentar evitar que não fosse aprovado a Lei de Abuso de Autoridade. O diretor-geral da PF, Leandro Daielo também estava envolvido nas gravações. #CármenLúcia