Um dos ministros integrantes do Tribunal Superior Eleitoral (#TSE) atravessa um momento extremamente complicado. Trata-se de Admar Gonzaga. Ele foi um dos votos contrários à cassação da chapa presidencial vencedora da eleição de 2014 "Dilma-Temer". Naquela ocasião, o julgamento poderia culminar na saída do presidente da República, Michel Temer, do cargo máximo da nação. O ministro do TSE acompanhou o voto favorável do presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e membro do Supremo Tribunal Federal (STF) Gilmar Mendes, pela continuidade do presidente Michel Temer na Presidência do Brasil.

Supostas agressões à esposa

A esposa do ministro do Tribunal Superior Eleitoral Admar Gonzaga, Elida Souza Matos, relatou, em um depoimento prestado na última sexta-feira (23), à Polícia Civil de Brasília no Distrito Federal, que seu marido proferiu diversos xingamentos, além de agressões praticadas por ele.

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A esposa de Admar Gonzaga chegou a comentar durante seu primeiro depoimento que ela foi chamada através de palavras de baixo calão como, "prostituta" e "vagabunda".

Elida Souza foi ainda mais longe ao relatar que o ministro do TSE jogou um enxaguante bucal em seu corpo. Entretanto, a mulher mudou sua versão mais tarde, através de um segundo depoimento. Dessa vez, ela teria dito que Admar Gonzaga e ela apenas tiveram desavenças, e que na verdade, "tudo não teria passado de uma discussão de casal", segundo a esposa do ministro da mais alta Corte eleitoral do país.

O próprio Supremo Tribunal Federal se manifestou, na última terça-feira (27), sobre o caso envolvendo o ministro Admar Gonzaga. O ministro do #STF Celso de Mello, solicitou junto à Procuradoria-Geral da República que essa se manifestasse a respeito da complicada situação familiar relacionada ao ministro do TSE e sua esposa.

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Já a filha de Elida Souza Matos chegou a prestar depoimento como testemunha em relação ao caso. Embora Erica Carla Souza Matos não tivesse percebido, nem mesmo presenciado a ocorrência de agressões físicas por parte do ministro contra sua mãe, a mesma relatou que ouviu gritos de Admar, dirigidos à Elida, chamando-a de "escrota", além de ter ouvido o magistrado insinuar que "queria vê-la (Elida) na sarjeta e que ela teria que sair de casa".

A filha de Elida relatou ainda à polícia, em seu depoimento, que seu padrasto seria uma pessoa " bastante ciumenta e que nunca teira permitido que sua mãe estudasse". Em uma crítica mais direta ao relacionar o cargo de ministro, Erica afirmou, de modo contundente, que Admar Gonzaga usaria o status de seu cargo para que pudesse "subjugar" sua mãe, que é uma dona de casa.

Defesa de ministro se manifesta

O advogado de defesa de Admar Gonzaga, Antonio Carlos de Almeida Castro, o "Kakay", argumentou que o que interessa em relação ao caso é o pedido de retratação de Elida.

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e que isso serviria para indicar o arquivamento do processo, já que "a grande expectativa da defesa é que isso possa influenciar o Ministério Público, de modo que seja determinado o arquivamento por falta de justa causa".

#Justiça