Uma decisão a ser tomada pelo ministro-relator da Operação Lava Jato junto ao Supremo Tribunal Federal (STF) Luiz Edson Fachin, pode se tornar algo benéfico ao presidente da República #Michel Temer. O próprio entendimento por parte dos ministros que compõem a mais alta Corte da Justiça do país é de que Edson Fachin pode sinalizar, por meio de solicitações, que hajam novas manifestações das partes que envolvem o inquérito relativo ao presidente da República, antes que se encaminhe a acusação para a Câmara dos Deputados.

Estratégia do Palácio do Planalto

Uma das principais estratégias a ser delimitada pelo governo do presidente Michel Temer diz respeito a uma possível "aceleração" da análise da acusação contra Temer na Câmara dos Deputados, de modo que possa dar uma resposta rápida, assim que chegar ao Legislativo, a denúncia a ser apresentada pelo procurador-geral da República Rodrigo Janot.

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Antes que a denúncia chegue à Câmara, há uma questão jurídica que deve ser analisada. O que "esbarra" para que ocorra esse encaminhamento, é o fato de que a acusação pode ficar ao menos cerca de vinte dias ainda no Supremo Tribunal Federal (#STF).

A possibilidade, de acordo com os magistrados da Suprema Corte, é que o ministro-relator Edson Fachin peça a manifestação das partes para que possa, de certa forma, "aparelhar" a acusação, como se o processo fosse levado para discussão entre todos os integrantes do Supremo Tribunal Federal. Entretanto, de acordo com a Constituição Federal do Brasil, é necessário que a Câmara admita a denúncia, antes que uma possível ação penal seja julgada pelo conjunto de magistrados da Corte, ou mesmo, que culmine na abertura da ação.

Parlamentares aliados do presidente Michel Temer tentam que o caso referente à votação na Câmara seja analisado em até, no máximo, dez dias.

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A intenção é que tudo ocorra antes que se inicie o recesso parlamentar. Outro "trunfo" que pode beneficiar o Palácio do Planalto reside na confiança de que a Câmara Federal, por meio do Plenário, rejeite a autorização para que o Supremo julgue a acusação contra o presidente Michel Temer.

Entretanto, há o receio no governo de que a demora em se dar prosseguimento ao caso possa acarretar que novas revelações venham a compor o inquérito, segundo a avaliação do próprio Palácio do Planalto. De acordo com o conteúdo do acordo de colaboração premiada do empresário Joesley Batista, dono da JBS, Temer é acusado de prática de crimes como corrupção passiva, organização criminosa e obstrução de justiça. #Lava Jato