O desembargador João Pedro Gebran Neto, do Tribunal Regional Federal da 4º Região (TRF-4), negou um pedido de habeas corpus feito pelos defensores do ex-presidente Luiz Inácio #Lula da Silva. Gebran Neto também reclamou da forma insistente dos advogados de Lula pedirem habeas corpus, um atrás do outro. De acordo com o desembargador, os pedidos feitos pelos advogados tem a finalidade de enfrentar questões de índole processual.

Segundo Gebran, em duas semanas, já foram três pedidos da defesa e isso está caracterizando um risco de transformar esse "remédio constitucional" como uma forma de tentar controlar as ações da Justiça.

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Na visão do desembargador, o pedido de habeas corpus deve ser feito como medida excepcional quando for alegado incompatibilidade nas decisões do juízo, o que não ocorre nesse julgamento.

Irritado com os pedidos feitos dos defensores do petista, o desembargador ressaltou que o habeas corpus deve ser evitado de modo a não atrapalhar o andamento dos processos da Operação Lava Jato. Não existe flagrante de ilegalidade e por isso foi negado o pedido da defesa, afirmou Gebran.

Processo contra Lula

O habeas corpus pedido pelos advogados de Lula é relativo ao processo em que o petista foi acusado pelo Ministério Público Federal (MPF) de receber propina no valor de R$ 3,7 milhões por três contratos entre a construtora OAS e a Petrobras. Segundo o MPF, Lula usou o dinheiro para a reforma de um triplex no Guarujá, que, segundo os procuradores, seria de propriedade dele, e de ter feito pagamentos para armazenar bens que foram dados a ele quando era presidente.

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A defesa de Lula nega todas essas acusações, inclusive, defendem que o triplex não é dele.

Os advogados do petista também chegaram a solicitar ao juiz Sérgio Moro mais provas sobre o processo do triplex, o que foi negado por Moro. O desembargador defendeu a decisão do juiz ao indeferir o pedido para a produção de provas. "Há fundamentação idônea", disse o desembargador.

Reta final

O processo do triplex está em sua fase final e os advogados de Lula têm poucos dias para levarem ao juiz os seus últimos argumentos. Após o dia 20 de junho, Sérgio Moro analisará os argumentos da defesa, as acusações e os depoimentos prestados por Lula à Justiça. A qualquer momento, o juiz pode proferir a sentença.

Advogados do ex-presidente "correm contra o tempo" para juntar mais artifícios que evitem uma condenação ao petista. Eles já se viram derrotados frente às últimas decisões do Tribunal Regional Federal. #Lava Jato #Sergio Moro