O Ministério Público do Distrito Federal abriu um inquérito para investigar o "Menino", apelido que a ex-presidente #Dilma Rousseff dava para Anderson Dorneles, seu ex-assessor especial. A acusação que "Menino" sofre é de ter recebido pelo menos R$ 350 mil de propina da empreiteira Odebrecht. Isso teria acontecido entre os anos de 2011 e 2015.

O pagamento de propina não vinha à toa, em troca disso, Anderson Dorneles repassava informações para a ex-presidente sobre os interesses da empreiteira. Entre as informações, estavam notas técnicas; Dorneles era um "mensageiro" de Dilma. O processo referente a esse inquérito está sendo feito em sigilo.

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Em uma reportagem do jornal "Estadão" do ano de 2012, Anderson Dorneles tinha 32 anos e era chamado também de "Bebê" por Dilma. Eles se conheceram quando o "Menino" tinha apenas 13 anos e era office-boy. Na época, Dilma era presidente da Fundação de Economia e Estatística do Rio Grande do Sul. No governo, Anderson também ficava com a função de "monitorar" o tablet da presidente, mostrando ter bastante "voz" e participação no governo petista.

Em delação premiada, o "Menino" foi delatado cinco vezes, até mesmo pelo herdeiro da Odebrecht, Marcelo Odebrecht.

Propina

O pagamento de R$ 350 mil foi feito em sete pagamentos, as parcelas foram de R$ 50 mil cada. As informações constam no setor de Operações Estruturadas da Odebrecht, o famoso "setor de propinas" da empreiteira. Em delação, Marcelo Odebrecht confessou que manter diálogo com Anderson Dorneles era muito importante, pois facilitada envio de e-mails e notas para Dilma.

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Para mostrar que essa relação entre a Odebrecht, Dorneles e Dilma existia, delatores entregaram provas, como e-mails e planilhas que constavam a comunicação entre eles.

O ministro do Supremo Tribunal Federal, Edson Fachin, foi o responsável por mandar esse caso para a Justiça de Brasília, pois foi lá que os crimes teriam sido cometidos.

Justificativa do 'Menino'

Por telefone, Anderson Dorneles disse que as denúncias as quais está sendo acusado não "fazem sentido", e que ele desconhece essas acusações, pois não teria recebido nenhum dinheiro de "quem quer que seja". Na planilha de propina da Odebrecht, Dorneles aparece com o apelido de "Las Vegas".

O rapaz saiu do governo apenas em 2016, quando foi descoberto que o "Red Bar" pertencia a ele. O bar fica localizado no estádio Beira-Rio. Dilma teria colocado certa pressão para que a empresa Andrade Gutierrez fizesse a reforma do estádio. #PT #Corrupção