O juiz federal Sérgio Moro, recebeu nesta sexta-feira (3), do Ministério Público Federal o pedido de condenação para o ex-presidente Luiz Inácio #Lula da Silva e outros seis réus investigados pelos crimes de corrupção ativa, passiva e lavagem de dinheiro. O Ministério Público ainda pediu que todos os investigados sejam presos e cumpram suas penas em regime fechado.

O pedido faz parte das alegações finais do processo que apura o hipotético pagamento de propina feito pela OAS, que teria entregado um apartamento tríplex em Guarujá, localizado no litoral de São Paulo.

O Ministério Público Federal afirmou que o apartamento tríplex seria colocado nas mãos de Lula na época que ele estava na presidência da República.

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Também foi colocada juntamente da denúncia um pagamento feito pela OAS à transportadora Granero, que foi contratada para fazer a guarda de uma boa parte do acervo que Lula recebeu quando deixou o cargo de presidente.

O ex-presidente da OAS, José Aldemário Pinheiro Filho, conhecido popularmente como Léo Pinheiro, está entre os réus acusados de participação na lavagem de dinheiro, como também de corrupção ativa.

O Ministério Público também afirmou na petição que os acusados Léo Pinheiro, Paulo Gordilho, e Agenor Franklin Medeiros devem receber suas penas reduzidas pela metade por terem colaborado com as investigações, confessando suas participações e também prestando esclarecimentos sobre a participação de terceiros nos crimes.

No pedido, o Ministério Público Federal também pediu que o juiz Sérgio Moro determine a apreensão de R$ 87.624.971,26.

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Esse valor seria correspondente a quantia das propinas que foram pagas como propina a agentes públicos nos contratos que a empresa OAS assinou junto à Petrobras.

Dessa quantia, o ex-presidente Lula teria recebido mais de R$ 3,7 milhões, somando os valores do contrato entre a Granero e a OAS e também o valor do apartamento tríplex. Os procuradores também exigiram que Lula tenha uma condenação para pagar mais de 87 milhões em multas.

Os advogados do ex-presidente têm até o dia 20 de junho para contestar as denúncias feitas pelo Ministério Público Federal dentro do processo. A ação penal está em sua última fase. Quando todas as partes oferecerem suas alegações finais, o Juiz Sérgio Moro voltará com o processo e, consequentemente, irá definir se absolve ou condena os réus.

Até o fechamento desta reportagem, nenhuma das defesas dos acusados se pronunciou sobre as acusações. #Delação #Sergio Moro