O novo ministro da Justiça do #Governo do presidente da República, Michel Temer, tomou posse de seu cargo nesta quarta-feira (31), em cerimônia realizada no Palácio do Planalto, em Brasília. Torquato Jardim foi nomeado recentemente em substituição ao deputado federal Osmar Serraglio pelo PMDB do Estado do Paraná, que voltou a ocupar o seu mandato na Câmara Federal.

Em entrevista à imprensa, o novo ministro da Justiça, Torquato Jardim, negou, de modo veemente, que teria sido nomeado pelo presidente Michel Temer para o cargo de ministro por possuir algum tipo de influência no Tribunal Superior Eleitoral (TSE). O Tribunal irá julgar na próxima terça-feira (6) , a possibilidade ou não de se concretizar, por meio de votação, a cassação da chapa "Dilma-Temer".

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Segundo Jardim, "a sugestão é absolutamente desfundamentada, ou seja, não saberia dizer de onde teria surgido que ele viria para o Ministério da Justiça com o propósito de influenciar a decisão do Tribunal Superior Eleitoral". Ainda em relação à crise interna, devido à recusa de Serraglio em assumir o comando do Ministério da Transparência, Jardim afirmou que sua decisão foi rápida em assumir a pasta da Justiça. Porém, não teria como saber desde quando o presidente Temer planejava realizar a mudança.

Futuro da Operação Lava Jato

O ministro Torquato Jardim, durante sua cerimônia de posse, discorreu sobre assuntos relacionados à Operação #Lava Jato, considerada a maior operação de combate à corrupção na história do país e conduzida em primeira instância pelo juiz Sérgio Moro, a partir da 13ª Vara Criminal da Justiça Federal de Curitiba, no Paraná.

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Ele foi contundente em assegurar que a Lava Jato "é programa de Estado, não de governo".

Entretanto, ao ser questionado pela imprensa, se manteria o diretor-geral da Polícia Federal no cargo, Leandro Daiello, o ministro não confirmou. Jardim foi ainda mais longe ao garantir que é preciso não existir qualquer dúvida quanto à continuidade da Operação Lava-Jato.

O novo ministro foi categórico ao declarar que "em nenhum momento afirmou desconfiança ou intenção de inibir a Lava Jato, já que a operação é programa de Estado, não é mais coisa de governo, nem de Ministério Público, nem do Judiciário, nem mesmo do Executivo, pois, é uma vontade do Estado e demanda da sociedade brasileira".

Ao ser indagado sobre a questão da segurança pública no país, Torquato Jardim revelou que tanto ele quanto duas tias suas foram assaltados no Rio de Janeiro e em Brasília. Ele assegurou, no entanto, que a questão da segurança é muito importante e que irá estudar a situação no Brasil, já que "ninguém chega lá sabendo". #TSE