As coisas estão movimentadas em Curitiba, capital do Estado do Paraná. Isso porque a defesa do ex-presidente Luiz Inácio #Lula da Silva entregou, nesta terça feira as (20), alegações finais no processo em que o ele é acusado de obter vantagens da empreiteira OAS, o famoso caso do tríplex do Guarujá, no litoral de São Paulo.

Em entrevista coletiva concedida, o advogado do ex-presidente, Cristiano Zanin Martins, foram apresentados documentos que, segundo a defesa, mostram que a OAS não teria passado o apartamento a Lula pelo fato do mesmo ter sido dado em garantia a (CEF) Caixa Econômica Federal no ano de 2010 como parte em uma dívida de execução.

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Em novembro de 2009, o tríplex foi oferecido como garantia de um empréstimo feito pela OAS. Na denúncia, lastreada pelo depoimento do ex-presidente da OAS José Aldemário Pinheiro Filho, o Léo Pinheiro, o Ministério Público Federal (MPF) afirma que Lula recebeu o tríplex como propina em contrapartida por três contratos firmados entre a Petrobras e a empreiteira durante o governo do petista.

Segundo a defesa, os novos documentos seriam a prova de que a OAS não tinha o controle sobre o imóvel e, portanto, Lula nunca foi dono do apartamento. “Qualquer resultado que não seja a absolvição seria resultado de um julgamento político”, disse Zanin.

De acordo com ele, a venda ou transferência de qualquer imóvel do Solaris está condicionada ao depósito do valor recebido em uma conta da CEF, o que não ocorreu.

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Na apresentação das alegações finais, os advogados de Lula deixaram em segundo plano o argumento usado pelo ex-presidente durante depoimento ao juiz Sérgio Moro, em maio, de que o interesse pelo tríplex era da ex-primeira-dama Marisa Letícia, que morreu em fevereiro, mas afirmaram que a participação dela no negócio tem papel central na defesa.

“Não me parece que dona Marisa fosse incapaz de tomar decisões sozinha”, disse a advogada Valeska Teixeira. Segundo Zanin, a ex-primeira-dama foi a responsável pela compra da cota no edifício Solaris quando o empreendimento ainda pertencia à Bancoop, cooperativa que teve como presidente o ex-tesoureiro do PT João Vaccari Neto, preso pela Operação Lava Jato, e também pela administração da cota.

Os advogados de Lula criticaram a postura da Polícia Federal e MPF nas investigações, apontando faltas de interesse em aprofundar as apurações sobre a situação legal do apartamento, e também o juiz Sérgio Moro, que, segundo Valeska, “perdeu as condições de julgar este processo”. #operaçãolavajato #diretas