Em bombástica entrevista à Época, o empresário Joesley Batista voltou a fazer fortes acusações contra o presidente Michel #Temer. Além de chamá-lo de "chefe da maior quadrilha do Brasil", o dono da JBS garantiu que o peemedebista sabia dos pagamentos de propina ao ex-deputado Eduardo Cunha e Lúcio Funaro.

Tanto Cunha quanto Funaro, que é doleiro, acabaram presos em 2016 por força da Operação Lava-Jato. A partir de então, Batista começou a enviar dinheiro no sentido de comprar o silêncio de ambos. "Virei refém de dois presidiários", brincou.

Joesley garante que o presidente Temer tinha total conhecimento do esquema de pagamento de propina para a compra do silêncio.

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O dono da JBS indica que Geddel Vieira Lima, ex-secretário geral do governo, era o responsável por conferir periodicamente se os pagamentos estavam sendo feitos.

"Depois que o Cunha foi preso, a interlocução desses assuntos ficou com o Geddel. O presidente sabia de tudo. Eu o informava por meio do Geddel. E ele sabia que eu estava pagando o Eduardo e o Lúcio Funaro. Quando o Geddel saiu do governo, eu deixei de ter um interlocutor. Até como forma de precaução", resumiu.

No áudio da conversa de Joesley e Temer vazado em maio, há um trecho em que o empresário fala da suposta compra de silêncio de Cunha, onde o presidente parece dar aval. Nas semanas seguintes, o presidente se defendeu e disse que sua anuência era para que ambos mantivessem uma boa relação, sem envolvimento com dinheiro.