O ex-ministro da Fazenda, Antonio #Palocci, está se preparando para colaborar com a Justiça através da delação premiada. Buscando deixar a carceragem em Curitiba, no Paraná, o ex-ministro, que antes era amigo muito próximo do ex-presidente da República, Luiz Inácio #Lula da Silva, promete delatar o Partido dos Trabalhadores (PT). O acordo de delação trará muitos benefícios a Palocci, dentre eles a diminuição de sua pena drasticamente. Palocci é acusado de receber cerca de R$ 128 milhões em propina da empreiteira Odebrecht e repassado valores para seu partido, o PT.

No departamento de Operações Estruturadas, ou melhor, departamento de propina da Odebrecht, o apelido de Palocci era "Italiano" e estava na planilha de propinas a serem entregues.

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Palocci fazia movimentações em uma conta ilícita, chegando a mexer com cerca de R$ 40 milhões. Na mesma planilha, Lula era conhecido como "Amigo".

Para fechar o acordo de delação premiada, o Ministério Público Federal (MPF) exigiu do ex-ministro de Lula e Dilma Rousseff, que ele comente sobre o Banco BTG Pactual e sobre Lula, essa exigência ficou explícita no processo de acordo de delação.

Anexos da delação

Palocci estaria apresentando muita "munição" contra o ex-presidente Lula. Até agora, há cerca de 12 anexos constando documentos que ligam pessoas na época em que era ministro. O Banco BTG Pactual, que tinha como presidente André Esteves, também está "ameaçado" por Palocci. O banco cresceu com uma proporção desigual na época em que o PT assumia o poder, Palocci teria muitas coisas para revelar a respeito disto.

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Em reportagem, o Banco BTG disse que André Esteves sempre esteve favorável para responder questões, porém não foi possível entrar em contato diretamente com a defesa do banco.

O setor automotivo foi desonerado ao pagamento de impostos na época do PT, isso ocorreu devido a crise que se apresentou em 2008. O setor também estaria ameaçado pela delação do ex-ministro da Fazenda.

Depois de Palocci sair do poder, ocorreu a entrada de Guido Mantega na planilha de propina da Odebrecht. Mantega aparece com o apelido de "pós-Itália". Recentemente, Guido falou sobre uma conta na Suíça na qual teria US$ 600 mil que não foram devidamente declarados. O esquerdista Valter Pomar avaliou que o PT tem que "segurar essa onda", ou seja, muitas coisas ainda vão surgir contra o cúpula petista e o partido terá que "manter a calma".

O Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (CARF), também é um órgão que poderá se prejudicar com a delação de Palocci. #Prisão