Um dos mais tradicionais políticos membros do Partido dos Trabalhadores (#PT), participou do Sexto #Congresso Nacional do partido, em Brasília, nesta quinta-feira (01). Trata-se de Jaques Wagner, ex-ministro da Casa Civil durante o governo da ex-presidente da República Dilma Rousseff.

O petista, que também já foi governador do estado da Bahia, foi contundente em sua análise com referência ao processo político que envolve o país, principalmente, a partir da possibilidade cada vez mais discutida nos bastidores da política, em relação a um desfecho que culmine na condenação através da cassação da chapa presidencial "Dilma-Temer", em julgamento a ser realizado no próximo dia 6 de junho pelo colegiado do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), na capital federal.

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O grave escândalo que envolveu o acordo de colaboração premiada do empresário dono da JBS, Joesley Batista, trouxe à tona uma forte crise política ao envolver diretamente o presidente da República, Michel Temer, que vê sua base de apoio "ruir" no Congresso Nacional, justamente num período em que torna-se necessário o apoio dos parlamentares para a aprovação de reformas estruturais para o país, como as reformas trabalhista e previdenciária.

Jaques Wagner 'destoa' do PT

Durante seu discurso no congresso do PT, o ex-ministro Jaques Wagner afirmou que "Michel Temer tem mais legitimidade para continuar no cargo de presidente, do que qualquer outro nome escolhido numa eventual eleição indireta a ser realizada no Congresso", ressaltou o ex-ministro petista.

O ministro foi ainda mais longe ao afirmar que "Temer estava na linha sucessória da Presidência, pois ele era vice e no Brasil não vigora um sistema de governo parlamentarista para que se tenha que trocar de presidente de seis em seis meses, em alusão à impopularidade do chefe de Estado", desabafou o petista, durante o 6.º Congresso Nacional do PT.

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O ex-ministro Jaques Wagner, ao destoar da maior parte de seus correligionários que anseiam pela saída do presidente Michel Temer do poder, fez um alerta ao PT, ao relatar que "estão brincando com coisas com as quais não se pode brincar, embora a briga política seja fundamental para oxigenar a democracia, não se pode asfixiar o país", afirmou, de modo contundente.

Wagner, que é defensor de #Eleições diretas, disse ainda que a democracia não pode ser vista como uma questão de conveniência. Segundo o petista, o pior cenário para o Brasil, é o de instabilidade e imprevisibilidade.