O coordenador da tendência Articulação de Esquerda, Valter Pomar, em mensagens que foram trocadas entre dirigentes do Partido dos Trabalhadores (#PT), considerou que o ex-ministro da Fazenda, Guido Mantega, ter uma conta na Suíça seria uma acusação gravíssima, já que a conta não foi declarada para a Receita Federal e poderia, de alguma forma, prejudicar o PT. No texto escrito por Pomar, ele afirma que é "preciso manter a calma e segurar essa onda".

Para Valter Pomar, o Partido dos Trabalhadores ficou muito prejudicado, pois essa conta seria usada contra todo o partido. Sobre o acontecimento, o esquerdista disse que, pela situação de ministro, Mantega não condiz com o seu cargo e comparou que é como se ele defendesse uma PEC das domésticas, mas dentro de sua própria casa, a empregada doméstica não tem registro de carteira.

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Continuando as críticas, Pomar ainda diz que é como se Mantega fosse um defensor dos direitos humanos fazendo belos discursos, mas que, na realidade, é alguém homofóbico, racista e machista.

Sendo algo de investigações, Guido Mantega enviou uma petição para o juiz responsável pelos processos da Operação #Lava Jato, Sérgio Moro, tentando mostrar que o saldo de US$ 600 mil que há na conta da Suíça seria referente a um imóvel que foi vendido e que foi herdado pelo pai.

Valter Pomar tentou transmitir "calma" para os dirigentes do PT que se sentiram "vítimas" dessa conta de Mantega. A mensagem no WhatsApp terminou de maneira preocupante, já que Pomar transmitiu a ideia de que muitas coisas poderiam acontecer contra o PT devido a essa conta. Na mensagem não foi especificado o motivo pelo qual o PT teria que ficar muito atento com essa situação.

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Polícia na mira dos petistas

Na manhã desta última quinta-feira (01), o ex-prefeito da cidade de São Paulo, Fernando Haddad, é um dos envolvidos na ação da Polícia Federal que investiga crimes de lavagem de dinheiro e eleitoral durante o ano de 2012, na Prefeitura de São Paulo. A PF batizou a operação de "Cifra Oculta".

Políticos petistas estão relacionados a diversos escândalos. Em 2015, o ex-tesoureiro do partido, João Vaccari, foi levado coercitivamente pela Polícia Federal para prestar esclarecimentos perante a Lei. Isso aconteceu quando o partido comemorava 35 anos de história. João Vaccari se encontra preso até hoje em processos relacionados com a Operação Lava Jato, a comando do juiz federal Sérgio Moro, que ganhou grande notoriedade por colocar na cadeia grandes empresários e políticos brasileiros. #Corrupção