Os militantes petistas aproveitaram o término do primeiro dia do 6º Congresso Nacional do Partido para comemorarem o encontro. Para mostrarem à Justiça que eles não estão preocupados com nenhuma investigação, a farra deles aconteceram num posto que foi a origem do nome da Operação Lava Jato. Foi ali que todas as investigações começaram, e o posto fica ao lado desse evento.

O dono do posto é o doleiro preso na primeira etapa da Lava Jato, Alberto Youssef. De acordo com a Polícia Federal (PF), foi nesse local que ele lavava dinheiro irregular vindo de propina da Petrobras. Os investigadores rastrearam as movimentações financeiras do doleiro e chegaram a valores bilionários que eram desviados da estatal petrolífera.

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Esse esquema criminoso colocou o ex-presidente Luiz Inácio #Lula da Silva e a presidente cassada Dilma Rousseff no alvo da Justiça.

Festa

A festa dos militantes varou pela madrugada. Eles vestiam camisas vermelhas, bebiam cerveja e faziam roda de samba. Os cantos que eles entoavam eram com ironia à Lava Jato e com frases contra o presidente Michel Temer. Não faltavam homenagens a Lula.

A cúpula do partido estava bem representada na festa petista. Um dos nomes fortes do Palácio do Planalto na era petista, Luiz Dulci, conversava com todos e bebia junto. Parecia a comemoração de absolvição de Lula. Mas apenas parecia, pois o ex-presidente ainda terá que se explicar de muitas acusações de #Corrupção.

Na farra, estava presente também o deputado Virgílio Guimarães, que foi o responsável em apresentar ao #PT o empresário Marcos Valério, operador do Mensalão.

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Contas no exterior

Mesmo diante de toda essa festa dos militantes, o jornal "O Estadão" publicou uma notícia que pode tirar o sono de Lula e Dilma. O banco suíço Julius Baer denunciou uma conta suspeita ao órgão de combate de lavagem de dinheiro no país europeu.

De acordo com as informações, o banco não sabe quem são os beneficiários e quem eram os responsáveis em administrar as contas, mas um detalhe, a instituição financeira afirmou: as contas foram movimentadas em 2014, tempos de eleições no Brasil.

O empresário Joesley Santana, dono do frigorífico JBS, comentou em sua delação que foram depositados cerca de 150 milhões de dólares para duas contas no exterior. Uma seria para Lula e outra para Dilma. Quem exigiu isso foi o ex-ministro da Fazenda, Guido Mantega. Ele era o responsável em movimentar as contas.