A Polícia Federal fez um encaminhamento de um inquérito aberto contra o ex-presidente Luiz Inácio #Lula da Silva ao procurador-geral da República, #Rodrigo Janot. O processo apura a prática de crimes que foram supostamente cometidos pelo ex-presidente da República.

Lula é acusado de crimes como lavagem de dinheiro e corrupção passiva. Os crimes mencionados teriam sido praticados por meio de uma empresa ligada ao ex-presidente.

Trata-se da LILS Palestras Eventos e Publicações. A empresa atribuída ao ex-presidente foi aberta durante o ano de 2011, portanto, após a saída de Lula da Presidência da República.

Pagamentos suspeitos

Os desdobramentos das investigações no âmbito da Operação Lava Jato, em Curitiba, ainda poderão se tornar denúncia criminal, que deverá ser apresentada pelo juiz Sérgio Moro.

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Ele é o responsável pela condução das investigações da força-tarefa da Operação #Lava Jato, a partir da 13ª Vara Criminal da Justiça Federal de Curitiba, no Estado do Paraná.

A provável denúncia a ser apresentada investiga o recebimento de uma quantia milionária, de aproximadamente R$ 9 milhões, através de seis empreiteiras que estão envolvidas sob acusação de participarem do esquema de cartel e corrupção que culminou em desvios de dinheiro dos cofres públicos da Petrobras.

Os pagamentos teriam sido efetuados de forma direta por meio das empreiteiras citadas, porém, outros pagamentos já teriam sido realizados indiretamente por meio de outras empresas. As principais suspeitas que recaem sobre Lula se referem a pagamentos feitos por meio de supostas palestras realizadas pelo petista.

Segundo as investigações da força-tarefa da Lava Jato, esses pagamentos seriam uma maneira de se ocultar propina.

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As supostas palestras de Lula teriam ocorrido no Brasil, em países da América Latina e também na África.

Na última quinta-feira (8), o delegado federal Dante Pegoraro Lemos assumiu o inquérito e fez o encaminhamento de todo esse processo para os procuradores da Operação Lava Jato, em Curitiba. A LILS, empresa de palestras de Lula, chegou a movimentar durante os anos de 2011 a 2015, a quanta total de R$ 52,3 milhões.

Desse montante, cerca de R$ 27 milhões foram recebidos, sendo que a maior parte dos valores é proveniente de empreiteiras e grandes empresas.

Defesa contesta

O Instituto Lula, por meio de uma nota emitida, negou todas as irregularidades e afirmou que "Lula é vítima de lawfare", que são táticas judiciais abertas em relação a diversos procedimentos jurídicos sem que haja materialidade.

O Instituto alegou ainda que todas as palestras foram realizadas e pagas, com emissão de notas fiscais e pagamento de impostos, conforme a constatação das informações na internet.