A ministra e presidente do Supremo Tribunal Federal, Cármen Lúcia, fez uma solicitação ao diretor-geral da Polícia Federal (PF), Leandro Daiello, para que fizessem uma varredura nos telefones e gabinetes dos ministros da Corte. Segundo informações do tribunal, a varredura será feita nesse final de semana.

As varreduras que serão realizadas pela PF têm o objetivo de detectar grampos e outras ameaças em que o #STF pode ser vítima. Essa inspeção vem no momento em que supostos grampos envolvendo o relator da Lava Jato, Edson #fachin, serão divulgados e podem complicar o ministro.

Uma das preocupações de Cármen Lúcia é a reportagem da revista Veja que informou o acionamento do serviço secreto pelo governo Temer a fim de "bisbilhotar" os passos de Fachin e tentar fragilizá-lo como relator da Lava Jato.

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Temer estaria com raiva de Fachin após ele abrir inquérito contra o presidente ao analisar a delação da JBS.

Cármen Lúcia ficou indignada com isso e pediu explicações. O presidente Michel Temer negou que isto tenha acontecido e tranquilizou a ministra. O general Sérgio Etchgoyen, que responde pela Abin (Agência Brasileira de Inteligência) e é ministro-chefe do Gabinete de Segurança Institucional, revelou que jamais autorizou isso dentro da Agência e que todos os funcionários trabalham com responsabilidade.

Laudo pericial

A Polícia Federal já concluiu o laudo pericial sobre as gravações de Joesley Batista que complicaram a vida de Temer. Após o delegado Josélio Azevedo de Souza concluir a segunda parte das investigações, que trata sobre obstrução à Justiça, o resultado da perícia será encaminhado ao STF.

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O empresário Joesley Batista, dono da JBS, se preparou muito bem para conseguir buscar informações preciosas de Michel Temer. Além de ter pego o presidente em uma conversa sobre um possível aval para a compra do silêncio do ex-deputado Eduardo Cunha, Joesley também conseguiu que a PF filmasse o assessor de Temer, Rodrigo Loures, correndo pelas ruas de São Paulo com uma mala com R$ 500 mil, que seria recebida por Ricardo Saud, um dos operadores da JBS.

Destino do dinheiro

O operador de propina da JBS, Ricardo Saud, afirmou que o dinheiro era para Temer. O empresário Joesley Batista também ressaltou que o dinheiro tinha destino ao grupo do presidente. Para os investigadores da PF, já existem várias informações para abrir denúncias contra Michel Temer e Rodrigo Rocha Loures. #CármenLúcia