O peemedebista do Maranhão João Alberto Souza, que é o presidente do Conselho de Ética do Senado, acha que #Aécio Neves, que está desligado temporariamente das suas funções políticas como senador, foi vítima de uma enorme emboscada.

Com isso, o presidente arquivou o pedido de cassação contra o senador Aécio Neves, afirmando não acreditar nas provas contra o tucano. Os que fazem parte do colegiado, caso queiram, estão aptos a protestar da decisão de João Alberto.

Para o presidente, o tucano não se comportou desleal ao solicitar R$ 2 milhões a Joesley Batista, um dos donos da JBS. João Alberto disse que #Joesley Batista era conhecido como uma pessoa honesta, por ser um dos principais empresários do Brasil, e que não passou pela sua cabeça que aquele empresário era um embusteiro.

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O presidente do Conselho ainda afirmou que Aécio achava estar conversando com uma pessoa correta, mas na realidade se tratava de um criminoso, travestido de empresário.

Na sua concepção, as gravações do senador com o empresário não o satisfez para seguir com a representação contra Aécio.

Alguns parlamentares acreditam que o presidente do Conselho é tido como um dos mais importantes, no pacto entre os partidos construído no Senado, para livrar o tucano desse problema.No entanto, João Alberto afirmou que isso era uma invenção e que ninguém tinha falado com ele. E afirmou que esperava uma atitude do STF com relação à detenção do senador afastado ainda nesta semana para dar seu posicionamento. Contudo, o julgamento terminou ficando para outro dia.

O limite de tempo para ele dar seu posicionamento com relação ao recebimento do pedido de cassação contra o senador terminaria segunda-feria (26).Mas de acordo com João Alberto, as provas não apresentavam certeza para prosseguir com a apresentação.

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Em vista disso, o presidente preferiu seu arquivamento.

O arquivamento

Para o presidente do Conselho, na conversa publicada entre Joesley e o senador tucano não existiu nenhuma vontade de obter benefício indevidamente, nem tampouco o envolvimento de vantagens públicas.

O documento coloca ainda que na representação não foi posta nenhuma troca de recados ou gravação entre Joesley Batista e Andrea Neves, irmã de Aécio Neves, que, de acordo no que consta no processo, seria ali onde teria acontecido o benefício indevido.

João Alberto finalizou ainda dizendo que fica evidente que as provas que foram trazidas para ele não confirmam que a irmã do senador Aécio Neves pediu os R$ 2 milhões ao dono da #JBS. O intuito da irmã do senador, na visão do presidente do Conselho, era apenas conseguir efetuar a venda de um apartamento que pertencia a família Neves.